Cáceres
Esportes de praia movimentam o início da programação esportiva e apoiam o 43º FIPe
Cáceres
As competições de esportes de praia já começaram e estão levando muita animação como suporte à programação do 43º Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe), realizado pela Prefeitura de Cáceres. A tradicional Praia do Daveron, localizada às margens da Baía de Cáceres e considerada um dos principais pontos turísticos do município, voltou a reunir atletas, moradores e visitantes em um ambiente de integração, lazer e prática esportiva.
A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, organizou uma ampla programação para garantir o sucesso das disputas nas modalidades de vôlei de areia, beach tennis, hand beach, futevôlei, futebol de areia e beach fight. “É o projeto Arena de Esportes, uma programação independente, tudo para apoiar e fortalecver o FIPe. Além das competições realizadas na praia, o calendário esportivo também contempla basquete de rua, skate, capoeira, corrida de rua, ginástica coletiva e treinamento funcional”, informou o secretário de Esportes Cristiano Neves.
As primeiras partidas foram disputadas na noite de quarta-feira (1º/07), bem antes do abertura do FIPe, marcando oficialmente o início das atividades esportivas com confrontos de beach tennis, vôlei de areia e futebol de areia.
Além do esporte, o espaço contou com atrações musicais, momentos de lazer e banho nas águas do Rio Paraguai, proporcionando entretenimento para atletas, familiares e o público presente.
A secretária de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, destacou o grande envolvimento das equipes e a expressiva participação do público na abertura da programação esportiva.
“Ficamos muito satisfeitos com o resultado do primeiro dia. Tivemos uma excelente participação de atletas, tanto no masculino quanto no feminino, em diferentes modalidades. O esporte promove saúde, qualidade de vida e integração, e o FIPe proporciona esse espaço para que todos possam participar e viver essa experiência”, ressaltou a secretária.
A Prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias, também reconheceu o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e agradeceu o empenho de todos os servidores, organizadores e parceiros envolvidos na realização da programação esportiva, que contribui para fortalecer e valorizar ainda mais o Festival Internacional de Pesca Esportiva.
Esdras Crepaldi/FIPe DRT 940 MT
Cáceres
Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde
Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento
A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?
A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.
Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.
Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.
Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.
Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.
A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.
Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.
Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.
A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.
A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.
Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.
Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.
-
Cultura7 dias atrásDespedida: Glória Menezes morre aos 91 anos
-
Saúde6 dias atrásAutorizações para importação de cannabis aumentam 29% em 2026
-
Cultura5 dias atrásViva Maria visita a memória e a poesia de Cora Coralina
-
Cultura7 dias atrásTeatro Nacional recebe Concerto das Nações nesta quinta-feira
-
Saúde3 dias atrásCanetas emagrecedoras: uso sem supervisão pode causar perda muscular
-
Cáceres7 dias atrásPrefeitura conclui obras de rebaixamento das principais ruas do Distrito de Caramujo
-
Cultura3 dias atrásFestival de Gramado termina neste sábado com entrega dos troféus
-
Saúde7 dias atrásMais de 795 mil vacinas contra o sarampo foram aplicadas em São Paulo
