Search
Close this search box.

Cáceres

Cáceres recebe mais um Odontomóvel enviado pelo Ministério da Saúde com emenda do senador Carlos Fávaro

Publicado em

Cáceres

O secretário municipal de Saúde de Cáceres, Cláudio Henrique Donatoni, esteve ontem (30/06) em Cuiabá, representando o município, para receber mais um Odontomóvel destinado pelo Ministério da Saúde, por meio de emenda parlamentar do senador Carlos Fávaro.

A entrega fez parte de um pacote histórico para a saúde pública de Mato Grosso. Ao todo, foram destinados 383 veículos para fortalecer o atendimento nos 142 municípios mato-grossenses. A cerimônia aconteceu na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande e reuniu autoridades municipais, estaduais e federais.

A ação integra o Novo PAC Saúde e o programa Agora Tem Especialistas, com a entrega de ambulâncias, vans, micro-ônibus do programa Caminhos da Saúde e unidades móveis voltadas à ampliação dos serviços oferecidos à população.

Durante a solenidade, o secretário-executivo do Ministério da Saúde e ministro substituto, Adriano Massuda, destacou o caráter inédito da iniciativa. Segundo ele, esta é a maior entrega da saúde já realizada na história do Brasil. “Esta é a maior entrega da saúde já realizada na história do Brasil, e ela só foi possível graças à emenda do senador Carlos Fávaro, que garantiu 206 desses veículos para Mato Grosso. É um exemplo concreto de como a articulação política, quando comprometida com as pessoas, transforma recurso em atendimento de qualidade para a população”, afirmou Massuda.

Em seu pronunciamento, o senador Carlos Fávaro ressaltou a importância da parceria com os prefeitos e prefeitas dos municípios mato-grossenses e destacou o compromisso do Governo Federal com Mato Grosso. “Essa entrega é fruto de uma parceria verdadeira com os prefeitos, que conhecem de perto as necessidades da sua gente. Quando o município, o Estado e a União trabalham juntos, quem ganha é o povo. E é isso que o governo do presidente Lula tem feito por Mato Grosso e pelo Brasil: investir de verdade na saúde, no campo e na vida das pessoas, levando dignidade a quem mais precisa”, declarou o senador.

Para o secretário municipal de Saúde de Cáceres, Cláudio Donatoni, o recebimento de mais um Odontomóvel representa um avanço importante para ampliar o acesso da população aos serviços odontológicos, especialmente nas comunidades mais distantes e em regiões onde o atendimento precisa chegar de forma mais próxima das famílias. “Esse Odontomóvel chega para fortalecer ainda mais a saúde bucal em Cáceres. É uma estrutura que permite levar atendimento odontológico com mais qualidade, dignidade e proximidade à nossa população. Queremos agradecer ao senador Carlos Fávaro, que tem sido um grande parceiro da saúde municipal, e ao Ministério da Saúde por olhar com atenção para as necessidades dos municípios”, destacou Donatoni.

O secretário também ressaltou que a parceria com o senador Carlos Fávaro tem garantido importantes investimentos para Cáceres. Além dos veículos já destinados ao município, a saúde municipal recebeu R$ 8 milhões em recursos viabilizados por meio da atuação do senador. “Além dos veículos recebidos, Cáceres já foi contemplada com R$ 8 milhões para a saúde, recursos que fazem diferença na vida das pessoas. Essa parceria efetiva nos ajuda a ampliar serviços, melhorar a estrutura da rede municipal e oferecer um atendimento cada vez mais humanizado à população”, completou Cláudio Donatoni.

A solenidade também contou com a presença do ministro de Estado da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, além de deputados,  prefeitos, secretários municipais de saúde, lideranças políticas e representantes do Governo Federal.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde

Publicados

em

Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA