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Prefeitura de Sinop registra 1,6 mil atendimentos no “Saúde no Seu Bairro” da EMEB Ivete Dorner

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A Prefeitura de Sinop realizou, no último sábado (27), mais uma edição do “Saúde no Seu Bairro”, desta vez na EMEB de Tempo Integral Ivete Maria Crotti Dorner, localizada no Residencial Sabrina. Ao todo foram registrados 1.069 atendimentos, sendo 930 procedimentos práticos e 739 orientações e similares.

A ação levou serviços de atenção primária, de média e de alta complexidade, contemplando atendimentos especializados, vacinação, exames, orientações preventivas e atividades desenvolvidas em parceria com instituições de ensino e demais órgãos públicos.

O secretário de Saúde, Érico Stevan, destacou que a iniciativa atende à determinação da gestão municipal de levar os serviços públicos para mais perto da população. “Aqui nós estamos atendendo um pedido do prefeito Roberto Dorner e do vice Paulinho, que é justamente de estar próximo da população, de vir ao encontro do nosso paciente, fazendo a busca ativa e trazendo o atendimento para a população. Já é a quinta edição do Saúde no Seu Bairro neste ano, inclusive com uma edição realizada na zona rural”, ressaltou.

Entre os serviços ofertados pela Secretaria de Saúde estiveram consultas médicas, planejamento familiar, inserção de implantes contraceptivos (Implanon), vacinação, testes rápidos, coleta de preventivos, retinografia, auriculoterapia, orientações nutricionais, combate ao tabagismo, avaliação para hanseníase, aferição de pressão arterial e glicemia, além da pesagem do Bolsa Família.

Ao todo foram aplicadas 158 doses de vacinas, realizadas 90 sessões de auriculoterapia, 68 testes rápidos, 68 vacinações antirrábicas em cães e gatos, 40 consultas de planejamento familiar, 36 inserções de Implanon, 34 retinografias e 28 consultas médicas, além de dezenas de outros atendimentos voltados à promoção e prevenção da saúde.

O coordenador de Imunização, João Breganó, destacou que a vacinação foi um dos principais serviços oferecidos e reforçou que a campanha contra a Influenza segue disponível para toda a população. “Trouxemos todas as vacinas do calendário para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Estamos em plena campanha contra a Gripe Influenza e, agora, a vacina está liberada para toda a população a partir dos seis meses de idade. A campanha continua a partir de segunda-feira (29) em todas as Unidades Básicas de Saúde e também nos CIA’s Jacarandás e André Maggi”, explicou.

O morador do Residencial Sabrina, Pablo Bueno, aproveitou a ação para atualizar a carteira de vacinação. “A gente viu na televisão que teria vacinação aqui no bairro e aproveitou para trazer a nenenzinha e também atualizar minhas vacinas. Esse tipo de ação é indispensável, porque às vezes a gente acaba esquecendo que precisa tomar as vacinas. Trazer esse serviço para perto da população é muito importante”, avaliou.

Paulinho Abreu, vice-prefeito, marcou presença, realizou alguns dos serviços ofertados e reforçou a importância da ação. “Essa é uma determinação nossa e do prefeito Roberto Dorner: fazer com que a saúde venha até os bairros, aproximando o serviço público da população. Hoje estamos ofertando diversos atendimentos, principalmente na área da prevenção, vacinação, consultas, serviços oftalmológicos e outras ações importantes para atender essa região tão populosa”, destacou.

A ação na região dos Vilas atendeu uma solicitação apresentada pelo vereador Celsinho do Sopão. “Essa é uma ação de grande importância para essa região, onde muitas famílias têm dificuldade de acesso aos serviços. A Secretaria de Saúde, em parceria com a Prefeitura, trouxe um atendimento completo para perto da população, beneficiando toda a região dos Vilas. Ficamos muito felizes em ver essa iniciativa acontecendo aqui”, comentou.

Além dos atendimentos realizados pela Secretaria de Saúde, a programação contou com orientações sobre primeiros socorros, fisioterapia, tipagem sanguínea, sinais vitais, prevenção à dengue, sapataria ortopédica, orientação sobre uso correto de medicamentos, prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), ações de cidadania, educação alimentar, distribuição de frutas, atividades motivacionais e divulgação de serviços da Procuradoria da Mulher, desenvolvidos em parceria com instituições como Unifasipe, Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET) da UFMT, Projeto Help, Instituto Técnico Rui Barbosa e Câmara Municipal.

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Cáceres

Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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