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Economia

Cabos PP 500 V não podem ser usados em instalações fixas

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A compra de materiais elétricos exige atenção a detalhes, como normalização, certificações, procedência e recomendações técnicas. E a aquisição de produtos inadequados pode comprometer não apenas o funcionamento da instalação elétrica, como também pode afetar a segurança da edificação e ainda colocar vidas em risco.

Entre as práticas que exigem atenção está a utilização de Cabos PP 500 V em instalações elétricas fixas, uma aplicação que pode comprometer o desempenho e a segurança do sistema quando realizada em desacordo com a ABNT NBR 5410, norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão. Embora esse tipo de cabo seja amplamente utilizado em equipamentos móveis e extensões, sua utilização em circuitos que fazem parte da instalação fixa pode gerar riscos que nem sempre são conhecidos pelos instaladores e usuários.

“Um dos principais erros que pode comprometer a segurança da instalação elétrica e, com isso, ocasionar sérios acidentes é a utilização dos Cabos PP 500 V em instalações elétricas fixas, como de canteiros de obras, hospitais, casas, prédios comerciais ou residenciais, indústrias, estandes de feiras, entre outros”, alerta o professor e engenheiro eletricista Hilton Moreno, coordenador na ABNT da Comissão de Estudos de Baixa Tensão, que também é consultor técnico da COBRECOM.

O profissional esclarece que uma instalação elétrica fixa é aquela constituída pelos quadros de luz, eletrodutos (ou canaletas, perfilados, leitos, entre outros) que contêm os cabos elétricos, caixas, tomadas, interruptores, luminárias e demais componentes elétricos de uma edificação.

Hilton Moreno ainda explica que os Cabos PP 500 V são destinados, por norma, apenas para uso como cabo de ligação de aparelhos eletrodomésticos (geladeiras, aspiradores de pó, lavadora de roupas, entre outros), extensões, máquinas e ferramentas elétricas portáteis, que requerem um cabo de alta flexibilidade e boa resistência à abrasão.

“A utilização dos Cabos PP 500 V está restrita aos casos citados acima, nos quais o condutor, que está incorporado ao equipamento ou extensão, liga exclusivamente o aparelho à tomada, ou seja, o Cabo PP 500 V pertence ao equipamento ou extensão. O Cabo PP 500 V não foi desenvolvido para ser utilizado nas instalações fixas, dentro de eletrodutos, bandejas, perfilados, entre outros condutos”, ressalta Hilton Moreno.

Isso porque as características e propriedades físicas, químicas e mecânicas dos cabos PP 500 V, determinadas em sua norma técnica, são muito diferentes dos requisitos normativos dos cabos destinados às instalações fixas, como são os casos dos cabos 450/750 V isolados em PVC ou em material não halogenado e dos cabos 0,6/1 kV isolados em HEPR ou XLPE.

Outro ponto importante é que, por conta de sua norma técnica, o Cabo PP 500 V não requer propriedade antichama, que é uma característica exigida nos cabos para uso geral nas instalações elétricas fixas.

De acordo com Moreno, os Cabos PP 500 V devem ser produzidos de acordo com a Norma ABNT NBR NM 247-5:2009 — Cabos isolados com policloreto de vinila (PVC) para tensões nominais até 450/750 V.

E a NBR 5410, que rege as Instalações Elétricas de Baixa Tensão, proíbe a utilização dos Cabos PP e de qualquer outro condutor elétrico produzido de acordo com NBR NM 247-5 em qualquer instalação elétrica fixa.

“Para quem não está acostumado a lidar com cabos elétricos diariamente, é muito fácil confundir os cabos PP isolados para 500 V com os cabos multipolares isolados para 1 kV indicados para a instalação fixa, pois eles são visualmente muito parecidos. Porém, os Cabos PP 500 V, utilizados para ligação de equipamentos, são mais frágeis por terem resistência mecânica menor que os demais, o que pode resultar em danos mais frequentes na cobertura e isolação, aumentando assim as possibilidades de fugas de correntes, choques elétricos e incêndios, além de serem propagantes de chama”, conclui Moreno.



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Total Care conquista certificação em 100% das UTIs adultas

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A Rede Total Care, braço hospitalar do Grupo Amil, teve todas as suas 18 unidades com UTIs adultas reconhecidas com os selos UTI Top Performer ou UTI Eficiente, concedidos pela Epimed Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). O reconhecimento destaca instituições que apresentam resultados consistentes em qualidade assistencial, desempenho clínico e eficiência na utilização de recursos.

As 16 unidades hospitalares da Rede localizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo realizaram cerimônias nos dias 16 e 23 de junho para celebrar a conquista das certificações. Durante os eventos, lideranças assistenciais e executivas destacaram a importância do monitoramento contínuo de indicadores e da adoção de boas práticas em terapia intensiva.

Durante a cerimônia realizada em São Paulo, o CEO da Rede Total Care, Anderson Nascimento, recebeu uma homenagem em reconhecimento à sua atuação na promoção da qualidade assistencial e do aprimoramento contínuo das unidades de terapia intensiva da Rede. Segundo ele, o reconhecimento reforça a estratégia institucional de utilizar dados e indicadores como ferramentas para aprimorar a assistência aos pacientes.

“A validação da AMIB e da Epimed demonstra a importância de aliar tecnologia, monitoramento contínuo e gestão humanizada para alcançar melhores resultados assistenciais. Nosso compromisso é oferecer uma assistência segura, eficiente e centrada no paciente”, afirma.

A avaliação é baseada nas Matrizes de Eficiência do sistema Epimed Monitor, uma das principais plataformas de gestão e monitoramento de indicadores em terapia intensiva do país. O selo UTI Top Performer é concedido às unidades que figuram entre os 33% melhores resultados nacionais em indicadores ajustados de mortalidade e utilização de recursos. Já o selo UTI Eficiente reconhece as unidades com desempenho entre os 33% e 50% mais bem avaliados nesses mesmos critérios.

Carlos Eduardo Reis, cofundador e presidente da Epimed Solutions, afirma que a conquista da Rede Total Care representa um marco para a medicina intensiva brasileira. “É a primeira vez na história da Epimed que uma rede hospitalar conquista o selo UTI Top Performer para todas as suas unidades.”, diz.

Para a diretora de Governança Clínica da Rede Total Care, Naiana Cunha, a certificação evidencia a maturidade dos processos de qualidade implementados nas unidades hospitalares.

“O uso de indicadores assistenciais permite acompanhar resultados, promover melhorias contínuas e comparar o desempenho com referências nacionais e internacionais. Essa conquista reflete o engajamento das equipes multiprofissionais e o compromisso permanente com a segurança do paciente”, destaca.

Além das 16 unidades do eixo Rio-São Paulo, as unidades Monte Klinikum, em Fortaleza (CE), e Promater, em Natal (RN), também foram reconhecidas nesta edição da certificação, ampliando o alcance nacional da conquista.

A certificação possui validade anual e é considerada uma das principais referências brasileiras para avaliação de desempenho em terapia intensiva.



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