Cidades
Prefeitura de Diamantino abre inscrições para o XX Festival de Férias com R$ 15 mil em premiações
Cidades
A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Diamantino, está com inscrições abertas para o XX Festival de Férias, um dos eventos esportivos mais tradicionais do município. Neste ano, a edição celebra 20 anos de história, reforçando o incentivo ao esporte, à integração e ao lazer para toda a comunidade.
As inscrições seguem abertas até o dia 15 de julho e podem ser realizadas na sede da Secretaria, localizada no Centro Esportivo Mário Ferreira Mendes, no bairro Buriti. Para participar, cada equipe deverá realizar a doação de uma cesta básica, que será destinado às ações sociais desenvolvidas no município.
O festival contará com 12 modalidades esportivas, nas categorias masculina e feminina, com o objetivo de promover a valorização do esporte amador no município. Além das medalhas e troféus, a competição vai distribuir mais de R$ 15 mil em premiações.
A abertura oficial do XX Festival de Férias está marcada para o dia 21 de julho, dando início a uma programação que promete movimentar Diamantino e fortalecer ainda mais a tradição esportiva local, unindo competição, lazer e solidariedade em um só evento.
O prefeito, Chico Mendes destacou a importância do XX Festival de Férias, que chega aos seus 20 anos como um dos eventos mais tradicionais do município.
“Esse projeto nasceu há 20 anos, com o objetivo de incentivar o esporte, promover lazer e fortalecer a integração entre as comunidades de Diamantino. Ver essa iniciativa crescer, se consolidar e continuar reunindo tantas pessoas ao longo dos anos é motivo de orgulho e reforça que investir no esporte é investir em saúde, cidadania e qualidade de vida.”
Cáceres
Cáceres: Conflito de interesses na gestão de hospital leva TCE a cobrar mudanças

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.
A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.
Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.
Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.
Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.
A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.
A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.
Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.
O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.
Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.
Por: João Fraga/VGN
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