Economia
Gestão redefine papel do chef na gastronomia
Economia
O setor de restaurantes no Brasil vive um ciclo de crescimento acelerado e consistente. Segundo dados da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), em abril de 2026 o segmento registrou alta nominal de 15% em relação ao mesmo mês de 2025, alcançando um mercado de R$ 261 bilhões nos últimos 12 meses. O desempenho confirma a relevância da gastronomia como parte essencial da economia nacional, representando 8,5% do varejo total.
Apesar da expansão, um estudo realizado pelo Sebrae e Abrasel revela desafios estruturais: apenas 53,1% dos empreendedores utilizam fichas técnicas para padronizar pratos, e menos de 10% possuem programas permanentes de treinamento de equipe. Esses indicadores evidenciam a relevância de chefs com experiência em gestão e liderança para garantir qualidade e produtividade em operações de grande porte.
É nesse contexto que se insere a trajetória do Chef Internacional Thiago Duwe, cuja carreira exemplifica como a atuação de um chef pode ir além da cozinha. Formado como Chef Internacional de Cozinha, Duwe acumula experiências em mais de 68 países, domínio de cinco idiomas e vivência em navios de cruzeiro, atuando em diferentes funções, além de consultorias e estruturação de cozinhas profissionais.
Um dos marcos de sua carreira foi a responsabilidade pela cozinha da Fenarreco, considerada a segunda maior festa de Santa Catarina. Durante quatro anos consecutivos, liderou uma equipe com mais de 50 profissionais, elaborando fichas técnicas, listas de compras e organização de insumos para servir cerca de 3 mil refeições por dia. Além disso, participou de eventos regionais de grande escala, como macarronadas, feijoadas e paellas preparadas para milhares de pessoas em um único dia.
Para Duwe, a diferença entre cozinhar em um restaurante tradicional e liderar uma operação de grande porte está na logística. “Não se trata apenas de entrar numa cozinha e cozinhar. É necessário planejamento, cálculo de quantidades para atender à demanda, contratação de profissionais, escolha de fornecedores, verificação de equipamentos e licenças”, explica.
Diante disso, o chef ressalta que a gastronomia profissional exige muito mais que habilidade culinária; ela envolve gestão de insumos, liderança de equipes e planejamento logístico em larga escala.
“Nessa profissão é preciso estar atento em todas as estações da cozinha e também do salão. A comunicação é fundamental. No meu caso, ter passado por todas as etapas dentro de uma cozinha faz com que seja natural estar atento e verificar cada detalhe”, conta.
Na visão do chef, a gastronomia profissional evoluiu nos últimos anos com a introdução de equipamentos modernos e métodos de cocção que facilitam o desempenho dos cozinheiros, além de processos de higienização mais eficientes. “Na parte de gestão, a inteligência artificial (IA) trouxe facilidade no controle de estoque, dados de vendas e custos”, observa.
Essa percepção está em sintonia com tendências globais. Durante a NRA Show 2026, em Chicago, especialistas destacaram que sistemas de IA já são usados para prever demanda por pratos e ingredientes, otimizando compras e reduzindo desperdícios em cozinhas de grande porte.
No Brasil, o ACOMXperience apresentou soluções que apoiam decisões gerenciais, identificam gargalos operacionais e aumentam a eficiência financeira das operações gastronômicas. Essas aplicações mostram que a tecnologia tem se consolidado como ferramenta estratégica para chefs e gestores, permitindo maior precisão, eficiência e sustentabilidade na gestão de insumos.
Com uma trajetória marcada por atuações internacionais e em eventos de grande escala, Duwe mostra como a gastronomia profissional é um campo que une técnica, disciplina e gestão. Em um setor que movimenta a economia e emprega milhões de pessoas, chefs com capacidade de conduzir operações complexas tornam-se peças-chave para garantir qualidade e inovação. “Cozinhar é mais do que desempenhar uma função, é servir ao próximo com excelência”, conclui.
Economia
Omie firma parceria com Lead Energy e poupa 23% em energia
A Omie, sistema de gestão (ERP) para PMEs, firmou parceria com a Lead Energy para a migração de suas unidades consumidoras para o mercado livre de energia. A iniciativa teve início em fevereiro de 2025, com a estruturação da estratégia de contratação e análise de viabilidade energética.
Os resultados da parceria já se mostram expressivos. Desde então, a Omie registrou economia de 23% em custos com energia elétrica, resultado da estratégia de contratação no mercado livre e da gestão ativa dos contratos energéticos. Além do impacto financeiro, a migração também gerou ganhos ambientais relevantes: no mesmo período, o consumo de energia renovável evitou a emissão de 12,7 toneladas de CO₂, volume equivalente ao plantio de aproximadamente 90 árvores.
A escolha pela Lead Energy foi pautada por fatores estratégicos, entre eles a abordagem consultiva, a transparência nas negociações e o atendimento especializado ao longo do processo de migração. Outro aspecto considerado foi o sistema proprietário da empresa, que permite à Omie realizar a gestão digital e integrada das contas de energia, com acesso a dados detalhados do consumo, relatórios gerenciais e indicadores de performance em tempo real.
“Para a Omie, a gestão eficiente de energia na matriz é uma prioridade de governança. A parceria com a Lead Energy nos permitiu acessar o mercado livre de forma estruturada, unindo segurança jurídica à otimização de recursos. Esse movimento amplia nossa visão estratégica e reflete nosso compromisso com a excelência na gestão de ativos”, pontua Daniela Vaz, gerente de Facilities da Omie e gestora do projeto.
Além do impacto financeiro direto, a migração para o mercado livre trouxe maior flexibilidade contratual, previsibilidade orçamentária e autonomia na escolha do fornecedor de energia, permitindo à companhia estruturar um modelo de contratação mais aderente às suas diretrizes de governança corporativa e responsabilidade ambiental, por meio do Ecom Carbon. Foi confirmada a aposentadoria de 1 bilhão e 854 milhões de certificados I-REC. O montante representa a comprovação de 1 bilhão e 854 milhões de MWh de eletricidade gerada por fontes renováveis no ano de 2025.
De acordo com dados Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o mercado livre já representa cerca de 45% de todo o consumo de energia do Brasil, reunindo mais de 50 mil unidades consumidoras entre indústrias, empresas de serviços e grandes grupos corporativos. O modelo permite que consumidores negociem diretamente com geradores e comercializadores, muitas vezes com acesso a energia proveniente de fontes renováveis, como eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.
“Essa parceria demonstra que eficiência energética, sustentabilidade e inteligência na gestão caminham juntas. Nosso objetivo é oferecer soluções transparentes, tecnológicas e sustentáveis, que gerem impacto financeiro e ambiental positivo para nossos clientes. Empresas com grande capilaridade operacional, como a Omie, têm muito a ganhar ao estruturar sua estratégia energética no mercado livre”, destaca Raphael Ruffato, fundador e CEO da Lead Energy.
Com o fornecimento de energia proveniente de fontes renováveis, a Omie também avança em sua agenda ESG e na redução da pegada de carbono associada às operações administrativas. A companhia passa a contar, ainda, com ferramentas de monitoramento e gestão energética que ampliam a visibilidade sobre o consumo e possibilitam a identificação contínua de oportunidades de eficiência.
A parceria entre Omie e Lead Energy reforça o amadurecimento do mercado livre de energia no Brasil e evidencia o movimento de grandes companhias em direção a modelos de contratação mais eficientes, sustentáveis e competitivos, tendência que deve ganhar ainda mais força nos próximos anos, à medida que novas categorias de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre.
Sobre a Omie
Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie; Finanças, por meio de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços.
A empresa conta com mais de 25 mil contadores parceiros, mais de 180 mil clientes, aproximadamente 1600 colaboradores e mais de 100 unidades de franquias no país. Atualmente, a Omie processa mais de R$38 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 3,8% do PIB brasileiro. Para conhecer mais sobre as novidades da Omie, basta conferir os canais: Site, Blog, Instagram, LinkedIn e TikTok.
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