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Agências especializadas fortalecem gestão de viagens

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O planejamento de viagens corporativas avançou para um modelo integrado e estratégico dentro das empresas. O processo, antes restrito à emissão de passagens e reservas, agora incorpora ferramentas de análise de informações e integração de processos.

Essa mudança acompanha a complexidade na coordenação de deslocamentos profissionais, que envolve múltiplos parceiros, políticas internas, fluxos de aprovação e a oscilação de custos das viagens a trabalho.

O amadurecimento desse mercado é respaldado por números expressivos do setor de turismo de negócios. Segundo dados consolidados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), as agências de turismo especializadas movimentaram um recorde de R$ 13,7 bilhões no último ano.

Segundo Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, a evolução do setor está diretamente relacionada à forma como as empresas passaram a enxergar as viagens a trabalho dentro da estratégia do negócio. Ele pontua que, no passado, muitas organizações tratavam esse fluxo de forma mais operacional, focada apenas na emissão de passagens e reservas de hospedagem.

“Hoje, no entanto, os deslocamentos profissionais passaram a ser vistos como parte estratégica da empresa, pois impactam diretamente nos custos, na produtividade, na experiência do colaborador e na tomada de decisão”, explica.

A principal mudança está na adoção de processos integrados à inteligência de dados. Entre os desafios diários das companhias estão a descentralização das solicitações, a variação de tarifas, a multiplicidade de fornecedores e o cumprimento de diretrizes internas.

“Em estruturas pouco centralizadas, a consolidação de informações e o acompanhamento de gastos tornam-se tarefas complexas e passíveis de desperdícios”, acrescenta Marteletto.

Nesse cenário de alta complexidade, as agências especializadas assumem um papel consultivo que vai muito além do suporte básico. Ao atuarem diretamente na negociação com hotéis, companhias aéreas e locadoras de veículos, essas parceiras geram ganho de escala e garantem tarifas mais competitivas do que compras isoladas.

“Além do benefício financeiro imediato, a presença de uma parceira especializada resulta em suporte ágil diante de imprevistos, como cancelamentos de voos ou alterações de última hora, oferecendo mais suporte ao colaborador e promovendo redução de retrabalho para as equipes internas”, explica o diretor da Live Viagens.

Para ele, a unificação do fluxo de dados garante uma visão consolidada dos gastos e viabiliza relatórios gerenciais robustos. Por meio desses indicadores, torna-se possível acompanhar custos por centro de custo, identificar oportunidades de otimização e garantir total apoio ao cumprimento da política de viagens da empresa.

O executivo informa que a inovação tem transformado o setor, com sistemas modernos de gestão, automação e ferramentas de monitoramento que ampliam a visibilidade e a rastreabilidade das informações corporativas. “Por outro lado, a ausência de uma coordenação estruturada costuma resultar em menor eficiência operacional, aumento de custos operacionais e falhas graves no planejamento financeiro”, alerta.

Para o futuro, Thiago Marteletto prevê uma sinergia ainda maior entre ferramentas digitais, automação e inteligência de mercado, apontando que a tendência é que a coordenação dessas atividades se torne cada vez mais estratégica, personalizada e orientada por dados.

Nesse contexto, as agências especializadas consolidam seu papel consultivo, apoiando empresas na organização de dados, controle de custos e tomada de decisões eficientes, impulsionando o setor para uma maior integração entre tecnologia, processos internos e suporte especializado.

Para saber mais, basta acessar: https://www.liveviagens.com.br/



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Medicina integrativa amplia debate sobre Cannabis Medicinal

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A busca por abordagens que considerem o organismo em sua complexidade tem aproximado diferentes áreas da saúde e ampliado o interesse por mecanismos fisiológicos ainda em investigação. Essa perspectiva esteve entre os temas do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa, realizado de 30 de outubro a 1º de novembro, no WTC Golden Hall, em São Paulo. Entre os campos que dialogam com essa abordagem está a Cannabis medicinal, cujos compostos são estudados por sua interação com o Sistema Endocanabinoide e por possíveis aplicações em condições como dor crônica, sintomas associados ao transtorno do espectro autista (TEA) e alterações metabólicas.

Ana Gabriela Baptista, CEO da TegraPharma, acompanhou os três dias do encontro. Ao comentar sua participação, destacou a troca entre profissionais e a aproximação de diferentes perspectivas sobre saúde e inovação. “Participar do 3º Congresso Brasileiro de Medicina Funcional Integrativa foi uma oportunidade de fortalecer conexões, acompanhar discussões relevantes sobre saúde e inovação e ampliar o diálogo entre ciência, fisiologia e novas possibilidades terapêuticas”, disse. Essa aproximação entre ciência e fisiologia também orienta o trabalho de Ana com a Cannabis medicinal, especialmente no acompanhamento das pesquisas sobre o Sistema Endocanabinoide e a interação dos canabinoides com o organismo.

Sistema Endocanabinoide: uma rede de comunicação do organismo

Para explicar o funcionamento do Sistema Endocanabinoide, Ana Gabriela propõe uma comparação simples: a relação entre uma chave e uma fechadura. A analogia ajuda a compreender como esse sistema atua na comunicação entre diferentes partes do organismo. Ele reúne três componentes: os endocanabinoides, substâncias produzidas pelo próprio corpo; os receptores, estruturas presentes nas células com as quais essas moléculas interagem; e as enzimas, que participam da síntese e da degradação dessas substâncias. “É como um sistema de comunicação dentro do organismo. O corpo produz substâncias que interagem com receptores específicos, e enzimas participam da síntese e da degradação dessas moléculas. Esse conjunto de mecanismos contribui para a regulação de diferentes funções fisiológicas”, explica.

Essa comunicação participa da regulação de funções como a percepção da dor, o sono e o apetite. É nesse mecanismo que se concentra parte do interesse científico pela Cannabis sativa: compostos da planta, chamados fitocanabinoides, como o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC), também podem interagir com os receptores do sistema. Para Ana, compreender como essa dinâmica funciona e de que maneira ela pode ser modulada pelos canabinoides é importante para avançar nas pesquisas sobre suas possíveis aplicações terapêuticas.

O que as pesquisas investigam sobre fibromialgia e TEA

A fibromialgia provoca dores espalhadas pelo corpo e pode vir acompanhada de cansaço, sono ruim e rigidez. Ao falar das pesquisas sobre Cannabis medicinal, Ana Gabriela destaca resultados que apontam redução da dor e melhora desses sintomas, além de avanços na qualidade de vida dos pacientes.

Um estudo publicado em 2024 na revista Journal of Clinical Medicine acompanhou 30 pessoas com fibromialgia durante seis meses. Os participantes receberam uma dose diária de Cannabis medicinal. Ao final da pesquisa, a mediana da intensidade da dor, medida em uma escala de zero a dez, caiu de oito para quatro pontos. Os pesquisadores também registraram melhora na saúde física e mental dos participantes. Como o estudo envolveu um grupo pequeno e não teve grupo de comparação, os resultados ainda precisam ser confirmados por pesquisas maiores.

No caso do transtorno do espectro autista (TEA), Ana destaca uma pesquisa publicada em 2021 na revista Molecular Autism, que avaliou 150 crianças e adolescentes com idades entre 5 e 21 anos. O estudo comparou o uso de um extrato de Cannabis com um placebo. Em uma das avaliações, 49% dos participantes que receberam o extrato apresentaram melhora no comportamento disruptivo, em comparação com 21% daqueles que receberam placebo. Esse resultado indica um possível benefício em sintomas comportamentais específicos, embora outra medida principal do estudo não tenha apresentado diferença significativa entre os grupos.

Para Ana Gabriela, esses achados reforçam a importância de avaliar cada paciente de forma individualizada. Pessoas com a mesma condição podem apresentar sintomas diferentes e responder de maneiras distintas ao tratamento. Por isso, a indicação de canabinoides precisa considerar o quadro clínico, as necessidades de cada paciente e as evidências científicas disponíveis.

Metabolismo também está no radar das pesquisas

O Sistema Endocanabinoide também participa de processos relacionados ao metabolismo, como o controle do apetite e do gasto de energia pelo organismo. Uma revisão publicada em 2005 na revista Annals of Medicine já investigava essa relação, especialmente o papel dos receptores CB1 na obesidade. Atualmente, alterações como resistência à insulina e síndrome metabólica também integram as linhas de pesquisa sobre esses mecanismos.

Ana Gabriela Baptista chama a atenção para o aumento das alterações metabólicas entre pessoas mais jovens e defende um olhar que considere o funcionamento do organismo como um todo. “Para compreender as alterações metabólicas, precisamos considerar a complexidade dos processos fisiológicos e bioquímicos que regulam o organismo, incluindo a participação do Sistema Endocanabinoide. A Cannabis sativa e seus compostos representam um campo relevante de investigação e podem contribuir para ampliar nossa compreensão sobre esses mecanismos e suas possíveis aplicações terapêuticas. Esse avanço depende do diálogo entre conhecimento fisiológico, pesquisa científica e evidências clínicas, além de uma análise crítica dos estudos, de suas metodologias e de possíveis vieses”, finaliza Ana Gabriela Baptista.



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