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Inauguração de terminal ferroviário consolida novo marco do desenvolvimento logístico para Primavera do Leste e Mato Grosso

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Primavera do Leste viveu neste sábado (20) um dos momentos mais importantes de sua história no desenvolvimento econômico e logístico com a inauguração do primeiro terminal ferroviário da região. Localizado às margens da BR-070, entre os municípios de Dom Aquino, Campo Verde e Primavera do Leste, o empreendimento representa um marco para Mato Grosso e promete transformar a logística de escoamento da produção agrícola, beneficiando diversos municípios da região principalmente a cidade de Primavera do Leste fomentando toda economia local.


A solenidade reuniu autoridades do agronegócio, prefeitos, parlamentares, representantes do Governo do Estado, empresários e lideranças regionais para celebrar a entrega da estrutura, considerada estratégica para aumentar a competitividade da produção mato-grossense.


O terminal possui capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. Construído em uma área de 200 hectares, conta com cinco tombadores, capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora, sistema de carregamento ferroviário para 16 vagões por hora, quatro balanças rodoviárias, armazenagem estática de 42 mil toneladas e estacionamento para até 250 caminhões, além de toda a infraestrutura de apoio aos motoristas.


Durante o período de construção, a obra mobilizou mais de 800 trabalhadores entre empregos diretos e indiretos. Com o início das operações, cerca de 200 empregos permanentes serão mantidos.


O prefeito Sérgio Machnic destacou que a inauguração representa um divisor de águas para o município e para toda a região.


“Hoje Primavera do Leste entra definitivamente para a história da logística brasileira. Cada vagão leva cerca de 100 toneladas, o equivalente a duas carretas. Um comboio com 135 vagões substitui aproximadamente 270 caminhões nas rodovias, reduzindo a emissão de poluentes, o desgaste das estradas e tornando o transporte muito mais eficiente e barato. A Rumo proporciona mais qualidade de vida aos motoristas, reduz custos para quem produz e fortalece toda a nossa economia. Parabéns à Rumo, ao Governo do Estado e a todos que participaram desse grande projeto”, afirmou.


O CEO da Rumo, Pedro Palma, ressaltou que a empresa acredita no potencial econômico da região e que o terminal representa apenas o início de novos investimentos.


“Primavera do Leste foi uma grande parceira durante todo esse projeto. Esse terminal vai trazer mais competitividade para a produção agrícola, gerar empregos, desenvolver a mão de obra local e criar novas oportunidades para toda a região. Nossa intenção é continuar expandindo nossa atuação, com impactos positivos não apenas para Primavera do Leste e Dom Aquino, mas para todo o entorno”, destacou.


A chegada da ferrovia fortalece ainda mais a posição estratégica de Primavera do Leste como um dos principais polos do agronegócio brasileiro. A nova estrutura reduzirá custos logísticos, ampliará a capacidade de escoamento da produção e deverá atrair novos empreendimentos, consolidando o município como referência em desenvolvimento econômico e infraestrutura.


A inauguração do terminal ferroviário representa um novo capítulo para Primavera do Leste, reafirmando o potencial da cidade para receber grandes investimentos e impulsionar o crescimento sustentável de toda a região, gerando emprego, renda e mais competitividade para o setor produtivo.

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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