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Saúde inicia aplicação da vacina Pneumo 20 nas unidades de Primavera do Leste

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A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta segunda-feira (15) a aplicação da vacina Pneumo 20 (Pneumocócica 20-valente) nas unidades de saúde do município. O novo imunizante passa a substituir gradativamente a Pneumo 10, ampliando a proteção das crianças contra doenças causadas pela bactéria pneumococo.


Nesta primeira etapa, o município recebeu 280 doses da vacina, que já foram distribuídas entre todas as unidades de saúde.


A coordenadora de Imunização, Danila Martins, explicou como será realizada a transição entre as vacinas.


“Atualmente estamos em um período de transição. As crianças que iniciarem o esquema vacinal aos dois meses já receberão a Pneumo 20. Já a dose dos quatro meses continua sendo realizada com a Pneumo 10, conforme orientação do Ministério da Saúde, e o reforço aos 12 meses será feito com a Pneumo 20. Essa medida seguirá até que o estoque da Pneumo 10 seja totalmente utilizado”, explicou.


Danila destacou ainda que todas as unidades de saúde do município estão abastecidas para atender o público-alvo.


“A gente dividiu as doses para todas as unidades de saúde e, a partir de hoje, as crianças que estiverem na faixa etária recomendada já poderão receber a Pneumo 20. Qualquer unidade de saúde possui a vacina disponível, assim como a Central de Imunização”, afirmou.


A Pneumo 20 oferece proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças como pneumonia, meningite, sinusite, otite e infecções generalizadas, representando um importante avanço na proteção da saúde infantil.


Além da chegada da nova vacina Pneumo 20, a Secretaria Municipal de Saúde segue ampliando o acesso da população à imunização por meio do atendimento em horário estendido nas unidades de Estratégia Saúde da Família (ESFs). A iniciativa busca facilitar o acesso de trabalhadores, estudantes e famílias que têm dificuldade em comparecer às unidades durante o horário comercial.


Os atendimentos de vacinação acontecem das 17h às 22h, conforme cronograma definido pela Secretaria Municipal de Saúde:


  •  Segunda-feira: ESF 1
  •  Terça-feira: ESF 3, ESF 7, ESF 9, ESF 12 e ESF 15
  •  Quarta-feira: ESF 2, ESF 4, ESF 11, ESF 13, ESF 16 e ESF 17
  •  Quinta-feira: ESF 6, ESF 8, ESF 10 e ESF 14
  •  Sexta-feira: ESF 5


Além disso, a ESF 11 mantém atendimento estendido de segunda a sexta-feira.


Durante os atendimentos estão disponíveis vacinas para crianças, adultos, gestantes e idosos, além da vacina contra a gripe para os grupos prioritários. A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de manter a carteira de vacinação atualizada e aproveitar os horários ampliados para garantir a proteção de toda a família.


“Estamos trabalhando para ampliar cada vez mais o acesso da população às vacinas. Além da chegada da Pneumo 20, o horário estendido permite que mais pessoas consigam se vacinar sem precisar faltar ao trabalho ou compromissos durante o dia. Vacina é proteção e salva vidas”, destacou Danila Martins.


A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurem a unidade de saúde mais próxima para garantir a imunização dentro dos prazos recomendados.

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Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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