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Saúde

Prefeita conhece nova unidade do Sesc e Senac que amplia acesso a saúde, qualificação e lazer em Várzea Grande

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Atendendo cerca de 3 mil pessoas diariamente, das 8h às 19h, a nova unidade integrada do Sesc e Senac de Mato Grosso, instalada em Várzea Grande, amplia o acesso da população a serviços de educação profissional, saúde, lazer e alimentação. Nesta quinta-feira (11), a prefeita Flávia Moretti visitou as instalações a convite do presidente do Sistema Fecomércio Mato Grosso, José Wenceslau de Souza Júnior.

Durante a visita, a prefeita percorreu toda a estrutura da unidade, conhecendo salas destinadas à qualificação profissional, laboratórios, salas de informática, ambientes multimídia, academia, consultórios odontológicos e médicos, além do restaurante que oferece alimentação de qualidade a preços acessíveis.

A unidade conta com uma moderna estrutura voltada ao atendimento dos trabalhadores do comércio e da população em geral. Entre os serviços oferecidos estão consultas médicas e odontológicas com valores a partir de R$ 40, cursos gratuitos de qualificação profissional realizados semanalmente pelo Senac, academia com vagas disponíveis e restaurante com refeições a preços populares, incluindo marmitas comercializadas por R$ 10 para trabalhadores do comércio e R$ 20 para o público em geral.

A prefeita destacou a importância do investimento para o município e adiantou que pretende firmar uma série de parcerias com a instituição.

“Fiquei muito impressionada com a qualidade da estrutura disponibilizada para a população de Várzea Grande. É um espaço moderno, completo e preparado para oferecer serviços essenciais com preços acessíveis, desde atendimento em saúde até qualificação profissional. Essa iniciativa fortalece a geração de oportunidades e melhora a qualidade de vida dos várzea-grandenses”, afirmou Flávia Moretti.

O presidente do Sistema Fecomércio Mato Grosso, José Wenceslau de Souza Júnior, ressaltou que a unidade foi planejada especialmente para atender a população da cidade.

“Essa unidade foi pensada para o povo de Várzea Grande. Muitas vezes, a pessoa trabalha aqui perto e não sabe que tem acesso a um restaurante com excelente qualidade, um consultório odontológico de última geração, uma academia moderna e toda a estrutura do Senac voltada para cursos de qualificação profissional. Nosso objetivo é justamente aproximar esses serviços da população”, destacou.

A gerente da unidade, Francielli Gaffura, enfatizou a capacidade de atendimento e a diversidade de serviços oferecidos.

“Temos uma estrutura completa, equipada com tecnologia e profissionais qualificados para atender milhares de pessoas todos os dias. Além dos serviços de saúde, alimentação e atividade física, oferecemos cursos gratuitos de capacitação que contribuem para a inserção e permanência das pessoas no mercado de trabalho. Nosso compromisso é garantir atendimento de qualidade e acessível para toda a comunidade”, afirmou.

A unidade integrada do Sesc e Senac em Várzea Grande conta ainda com cozinha industrial totalmente equipada, equipe multidisciplinar formada por nutricionistas e outros profissionais especializados, além de ambientes planejados para a formação profissional e o desenvolvimento social, consolidando-se como um importante centro de serviços para a população do município.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Feira em Fortaleza defende políticas sobre drogas com justiça social

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Palestrantes da 2ª edição da feira Febre de Arte, em Fortaleza, convocaram o público a eleger, neste ano, políticos dedicados ao desenvolvimento de políticas sobre drogas em harmonia com a justiça social. 

Todos os participantes que subiram ao palco do Anfiteatro Sérgio Motta, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, defenderam que o voto deve ir para quem tem clareza sobre a questão para que seja possível construir propostas pertinentes e viáveis que, efetivamente, atendam à população.

A médica de família e comunidade Magda Almeida, docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi uma das palestrantes a falar sobre o tema. 

 “Há uma posição ideológica de se reduzir tudo à ideia de que ‘maconha faz mal'”. 

Além de lembrar que negros e pobres são as principais vítimas da suposta “guerra às drogas” deflagrada no Brasil, Magda contou sobre sua rotina no consultório, com pacientes do gênero feminino. 

Ela diz que detecta exatamente quando as pacientes começam a tomar a pregabalina, uma droga recomendada para o tratamento de epilepsia, ansiedade e fibromialgia, todos quadros que podem ser atenuados pela cannabis. De tarja vermelha, ou seja, vendida somente mediante receita médica, a pregabalina pode ocasionar efeitos colaterais como mudanças de humor, falhas de memória, pensamentos de automutilação ou suicídio, alucinação, desmaio e, caso seja cortada de forma repentina, síndrome de abstinência. 

A Blis Data, detentora do maior volume de dados de usuários de cannabis medicinal da América Latina, identificou as mulheres mais velhas e empregadas como as principais consumidoras do produto importado no Brasil. Geralmente, pretendem encontrar alívio para distúrbios do sono e dor crônica. 

A cannabis é a droga ilegal mais usada pelos brasileiros, confirma o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III): na comparação de 2022 e 2023 com 2012, foi constatado uso maior entre adultos e adolescentes – em ambos os grupos, o índice dobrou. Mais da metade (54%) declararam consumi-la diariamente, por pelo menos duas semanas consecutivas, o correspondente a 3,3% da população (mais de 3,9 milhões de brasileiros).

Um dos maiores erros da indústria farmacêutica, observou a médica, é estabelecer doses genéricas, estendidas a todos, sem considerar as respostas e tolerâncias de cada corpo. “Existe uma máxima, que é ‘comece lento e continue lento’, que é quebrada pela indústria.”

“Cannabis não serve para tudo. Nenhum remédio serve para tudo”, disse. 

Impactos sociais

Os convidados dos painéis abordaram a relação entre a seletividade das polícias e da Justiça, o encarceramento em massa da população negra e a expansão das facções ou milícias. O Datafolha apurou, recentemente, a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que quatro em cada dez brasileiros são forçados a levar suas vidas com essas organizações criminosas em suas portas. É o equivalente a 68,7 milhões de pessoas. 

Nas capitais, a taxa sobe para 55,9%. Para mais de um terço (34,9%), a interferência do crime organizado em seu cotidiano é intensa. Outro indicador importante é relativo à quantidade de pessoas que sofreram violência nos 12 meses anteriores à pesquisa do Datafolha: a parcela foi de 40,1% em geral e de 51,1% entre as que moram em bairros com facções ou milícias.

O advogado Italo Coelho, especialista em direito criminal e direito penal, ressalta a semelhança da perseguição contra expoentes da capoeira e do samba com as barreiras impostas à cannabis no país e comenta como o conhecimento sobre substâncias benéficas para o corpo, dominada por povos tradicionais e benzedeiras, por exemplo, foi sequestrado pela medicina convencional.

“A indústria tem agora todo o direito de vender, nas farmácias, maconha enquanto pessoas são presas por causa de um baseado e ainda consideradas traficantes”, acrescenta Coelho, que é militante no Ceará Saúde Livre.

Cofundadora da Marcha da Maconha de Fortaleza e coordenadora da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Renfa), Tamára Silva afirmou que a atuação dos agentes de segurança pública se restringe à repressão e que o resultado é “mais polícia, mais presídio, mais vaga [nas prisões] para solucionar”.

“A gente está vivendo isso há mais de 100 anos. Acompanha cada vez mais o narcotráfico faturando bilhões, vendo a nossa juventude sendo aliciada, a nossa cidade sendo territorializada por essas organizações criminosas, essas facções, definida a partir da lógica da violência.”

“Enquanto a gente está fazendo o evento, pessoas estão sendo presas por quantidades mínimas [de cannabis]”, observou a mediadora das apresentações desse domingo, a advogada antiproibicionista Bianca Cardial, também integrante da Renfa e da Rede Reforma. 

Segundo ela, o encarceramento traz consequências e mais custos para as famílias. Relatório da Pastoral Carcerária Nacional, divulgado no final de agosto, revela que a compra de produtos básicos de higiene pessoal e alimentação, que deveriam ser distribuídos pelo Estado no sistema carcerário, gera gasto médio de cerca de 70% de um salário mínimo para essas famílias, quando as visitas ocorrem uma vez por semana. Ao todo, o gasto chega a somar R$ 4,33 bilhões por ano.

Pesquisa complementar, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), revela que R$ 7,7 bilhões foram gastos em 2023 para implementar a Lei de Drogas em apenas seis unidades da federação: na Bahia, no Distrito Federal, Pará, Rio de Janeiro, em Santa Catarina e São Paulo.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) registra que o custo dos homicídios relacionado à proibição das drogas corresponde a cerca de R$ 50 bilhões anuais, ou 0,77% do Produto Interno Bruto (PIB).

Programação 

A Febre de Arte foi organizada pela Agência Liamba 360° e a Adapta Associação Canábica

A Auê Feira foi, na edição deste ano da Febre de Arte, uma nova parceira, contribuindo com a experiência acumulada de mais de 100 edições no Ceará e um público de mais de 500 mil pessoas. Reunidas, contaram com a cocuradoria dos espetáculos e a Rua das Associações, espaço dedicado às organizações da Região Nordeste que acolhem pacientes que fazem uso medicinal da cannabis. 

*A repórter viajou a convite da Agência Liamba 360º.

Fonte: EBC Saúde

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