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Cáceres

Prefeitura de Cáceres garante exames de audiometria para pacientes atendidos pela Regulação

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Cáceres

A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do setor de Regulação, segue dando continuidade aos atendimentos dos pacientes que já passaram por consulta com médico especialista otorrinolaringologista. Na última segunda-feira, 08 de junho, o município liberou 30 pacientes para a realização de exames de audiometria no Hospital Otorrino, em Cuiabá.

O exame de audiometria é essencial para a avaliação da saúde auditiva, pois permite identificar perdas auditivas precoces e determinar o grau de comprometimento da audição. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em garantir o acesso da população a exames especializados, ampliando o cuidado e o acompanhamento dos pacientes que necessitam desse tipo de avaliação.

De acordo com a coordenadora de Regulação, Silvana Maria, o trabalho tem sido realizado de forma organizada para atender os pacientes conforme a necessidade e o encaminhamento médico. “Estamos dando continuidade aos atendimentos especializados, garantindo que os pacientes que já passaram pelo otorrinolaringologista possam realizar os exames necessários para fechar diagnóstico e seguir com o tratamento adequado”, destacou.

O secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, ressaltou que a ação demonstra o empenho da Secretaria em fortalecer a rede de atendimento. “A saúde pública exige planejamento, responsabilidade e sensibilidade. Cada paciente encaminhado representa um cuidado que está sendo garantido pela gestão, com acolhimento e compromisso”, afirmou Cláudio Henrique.

Todos os pacientes saíram de Cáceres com transporte de qualidade, garantindo segurança no deslocamento de ida e volta até Cuiabá. O coordenador de Transporte da Secretaria de Saúde, Ricardo Vanini, destacou a importância do cuidado com o veículo e com os pacientes durante todo o trajeto. “Nosso compromisso é assegurar um transporte responsável, confortável e seguro, para que todos cheguem ao atendimento e retornem para casa com tranquilidade”, disse o secretário.

A prefeita Eliene Liberato reforçou que a administração municipal tem trabalhado para ampliar o acesso da população aos serviços especializados de saúde. “Cuidar das pessoas é uma das prioridades da nossa gestão. Estamos buscando garantir atendimento, exames e transporte adequado para que os pacientes tenham dignidade e segurança em todo o processo”, afirmou Eliene.

Ela concluiu informando que além dos 30 pacientes atendidos nesta segunda-feira, 08 de junho, a Secretaria Municipal de Saúde já programou uma nova etapa para o dia 29 de junho, quando mais 30 pacientes serão encaminhados para a realização do exame de audiometria em Cuiabá.

Esdras Crepaldi /  DRT 940 MT

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Cáceres

Cáceres: Conflito de interesses na gestão de hospital leva TCE a cobrar mudanças

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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