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Em Sorriso, Sérgio Ricardo destaca que Plano Mato Grosso 2050 vai priorizar qualidade de vida e gestão eficiente

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Durante agenda no município, o presidente reforçou a defesa de uma gestão pública voltada para as pessoas e baseada em planejamento, eficiência e responsabilidade fiscal

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, reforçou em Sorriso a defesa de uma gestão pública voltada para as pessoas e baseada em planejamento, eficiência e responsabilidade fiscal. Durante agenda no município, o presidente afirmou que a cidade se tornou uma das principais referências para a construção do Plano Mato Grosso 2050, iniciativa liderada pelo TCE-MT para pensar o desenvolvimento do estado nas próximas décadas.

O posicionamento ocorre em meio ao avanço do levantamento técnico apresentado pelo Tribunal, que aponta baixa execução de recursos do Fethab em diversas regiões e revela que 37 municípios mato-grossenses apresentam alto risco de desequilíbrio fiscal. Diante desse cenário, Sérgio Ricardo defende que os gestores públicos adotem modelos de administração mais eficientes, com foco em investimentos estruturantes e melhoria da qualidade de vida da população.

Ao avaliar a realidade encontrada em Sorriso, em reunião com o prefeito Alei Fernandes, o presidente do TCE-MT destacou o crescimento urbano, a infraestrutura e os indicadores sociais do município como exemplos positivos de gestão pública. “É uma cidade que eu coloco como cidade modelo. Aqui eu vejo perguntas sobre como melhorar ainda mais a educação, a saúde, a infraestrutura. Isso mostra uma cidade que pensa no futuro”, afirmou Sérgio Ricardo durante entrevista no município.

O presidente também afirmou que pretende utilizar experiências desenvolvidas em Sorriso como referência dentro do Plano Mato Grosso 2050. “Vou pegar exemplos daqui para colocar no nosso plano de metas Mato Grosso 2050. Precisamos construir um estado que cuide das pessoas, com planejamento, responsabilidade e investimento correto”, declarou.

Durante a agenda, Sérgio Ricardo voltou a defender uma atuação mais próxima da realidade dos municípios e ressaltou que o papel do Tribunal de Contas vai além da fiscalização. “O Tribunal de Contas quer orientar os gestores, ajudar os municípios a acertarem. Nosso foco é melhorar a gestão pública e investir em gente.”

Na avaliação do presidente do TCE-MT, cidades como Sorriso demonstram que planejamento, gestão técnica e compromisso com a população são fundamentais para garantir crescimento sustentável e equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.

Fiscalização na BR-163

A passagem de Sérgio Ricardo por Sorriso integrou a agenda de fiscalização realizada nas obras da BR-163. Durante o trajeto pela rodovia, o presidente do órgão vistoriou trechos em execução, transmitiu análises ao vivo pelas redes sociais e cobrou mais qualidade na infraestrutura entregue à população.

A fiscalização, que passou por Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, integra um conjunto de ações conduzidas pelo TCE-MT sobre a infraestrutura rodoviária. A ação reforçou o posicionamento defendido pelo presidente de que grandes investimentos precisam ser acompanhados de fiscalização rigorosa, planejamento e foco nos resultados para a população.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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