Mato Grosso
TJMT avança no mapeamento de competências com foco em gestão baseada em dados
Mato Grosso
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso segue avançando na execução do 1º Ciclo de Mapeamento de Competências e Dimensionamento da Força de Trabalho, iniciativa estratégica voltada ao aprimoramento da gestão de pessoas e ao fortalecimento da governança institucional. A primeira etapa reúne coordenadores(as), gestores(as) e servidores(as) de diversas unidades em oficinas práticas de validação das competências institucionais.
Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o projeto busca identificar, de forma objetiva, quais competências são necessárias para o desempenho das atividades no Tribunal, além de subsidiar decisões sobre capacitação, mobilidade interna e dimensionamento adequado da força de trabalho.
Pessoas certas nos lugares certos
Para a gestora do Teletrabalho da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, Belisa Assad, o mapeamento representa um avanço importante na valorização do capital humano. “É importante entender que muitas vezes focamos apenas nos processos e deixamos de lado as pessoas. Com o mapeamento, conseguiremos colocar as pessoas certas nos lugares certos, o que faz com que os processos fluam melhor e os resultados apareçam com mais qualidade”, destacou.
Ela também chamou atenção para a importância de alinhar perfil e atividade. “O grande ganho é conseguir conectar melhor o perfil do servidor com aquilo que ele executa. Isso melhora o desempenho individual e fortalece o resultado das equipes”, completou.
O gerente de licitação, Fernando Davoli Batista, ressaltou que o mapeamento permitirá direcionar melhor as ações de capacitação no Tribunal. “O mapeamento de competências é essencial porque conecta conhecimento, habilidade e atitude. A partir disso, conseguimos identificar exatamente onde cada servidor precisa se desenvolver para executar melhor suas atividades”, explicou.
Segundo ele, a iniciativa também contribui para o futuro da instituição. “Isso gera um capital de conhecimento que vai beneficiar não só quem está hoje no Tribunal, mas também quem chegar depois, garantindo entregas cada vez mais qualificadas para a sociedade”, afirmou.
Oficinas fortalecem construção coletiva
Uma das etapas centrais do ciclo é a realização das oficinas de mapeamento, conduzidas por especialistas do Laboratório de Gestão do Comportamento Organizacional (GESTCOM), da UFPA.
O professor Cezar Romeu de Almeida Quaresma, integrante da equipe técnica, destacou a importância desse momento para a qualidade do projeto.
“O trabalho exige que o servidor descreva, de forma clara e objetiva, o que ele faz e quais competências são necessárias para o desempenho da função. Isso permite que a instituição estabeleça parâmetros mais precisos para avaliação, capacitação e até futuros processos seletivos internos”, explicou.
Ele reforçou que as competências precisam ser observáveis e mensuráveis. “É fundamental que sejam descritas de maneira que possam ser avaliadas na prática, garantindo comparabilidade e consistência no processo”, acrescentou.
Processo segue em andamento
A gestora do Núcleo de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas, Mariely Carvalho Steinmetz, explicou que o ciclo ainda está em andamento e segue com novas etapas nas próximas semanas.
“Essa primeira etapa abrange oficinas presenciais que seguem até o final de maio, com previsão de encerramento no dia 26. Depois disso, ainda teremos oficinas virtuais para garantir a abrangência das cerca de 500 unidades que estão sendo mapeadas”, destacou.
Segundo ela, o trabalho tem avançado de forma consistente. “Estamos mapeando, em média, de 20 a 30 unidades por oficina, o que demonstra a dimensão e a importância desse projeto para toda a instituição”, completou.
Mariely também reforçou o caráter evolutivo da iniciativa. “O mapeamento de competências é um processo contínuo. Estamos construindo uma base sólida que vai permitir aperfeiçoar nossos modelos de avaliação e desenvolvimento profissional nos próximos ciclos”, afirmou.
Próximos passos
Com o andamento das oficinas, o Tribunal seguirá para as próximas fases do projeto, que incluem a consolidação dos dados coletados, identificação de lacunas de competências e definição de estratégias de capacitação.
O mapeamento por competências é um processo técnico de gestão de pessoas que identifica, organiza e descreve quais conhecimentos, habilidades e atitudes os servidores(as) precisam ter para desempenhar bem suas funções dentro de cada unidade da instituição.
Na prática, esse trabalho permite responder questões fundamentais para a gestão pública, como as necessidades de capacitação, a alocação adequada de servidores(as) e o dimensionamento ideal da força de trabalho.
Transição será gradual
Apesar da implantação do novo modelo já estar em andamento, o Tribunal seguirá utilizando o método atual de avaliação de desempenho durante o Ciclo 2026, garantindo uma transição segura e estruturada.
A previsão é que a partir de 2027 a avaliação passe a ser realizada com base no mapeamento de competências, consolidando uma nova cultura institucional orientada por dados, desenvolvimento contínuo e valorização das pessoas.
Autor: Ana Assumpção
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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