Saúde
Saúde na Escola reforça vacinação e avaliação nutricional de crianças em Várzea Grande
Saúde
Com foco em cuidado, atenção e prevenção, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande intensificou as ações do Projeto Saúde na Escola, promovendo avaliação nutricional e busca ativa para regularização da carteira de vacinação de crianças da rede pública municipal.
Nesta segunda-feira (4), a iniciativa atendeu alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Senador Jonas Pinheiro, localizado no bairro Manga. Durante a ação, todas as crianças participantes tiveram a caderneta de vacinação conferida, além de serem pesadas e medidas para avaliação do estado nutricional por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Também foi realizada a administração de vitamina A por via oral.
A triagem foi conduzida pela equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) Binoca Maria da Costa, com o apoio de acadêmicos de Medicina do Projeto Extensionista Integrador (PEI), do Univag.
De acordo com a enfermeira responsável, Jéssica Alves, a participação das crianças ocorreu mediante autorização prévia dos pais ou responsáveis. Nos casos em que foram identificados IMC abaixo do recomendado para a faixa etária ou vacinas em atraso, as famílias receberam orientações para procurar a unidade de saúde mais próxima e regularizar a situação.
A maior parte do público atendido tem entre 2 e 3 anos de idade. Segundo a profissional, neste momento, a busca ativa está especialmente voltada à imunização contra a influenza.
“A maior deficiência na cobertura vacinal está justamente entre crianças de 2 e 3 anos, pois muitos pais não estão procurando a vacina, mesmo com doses disponíveis em todas as unidades de saúde. Já no início da triagem, identificamos pelo menos quatro crianças sem a vacina contra a influenza”, destacou.
Ela reforça que o objetivo da ação é garantir a proteção das crianças. “Estamos registrando as pendências e orientando os responsáveis para manter o esquema vacinal completo. Nosso trabalho é cuidar para que as crianças cresçam saudáveis, brincando e aproveitando a infância”, completou.
CONSCIENTIZAÇÃO
A diretora do CMEI, Jucielle de Souza Lima, informou que a unidade atende 85 crianças, mas menos da metade apresentou autorização dos pais para participar da ação.
“Infelizmente, muitos responsáveis ainda não têm consciência da importância dessas avaliações. As equipes de saúde vêm até a escola, o que facilita a rotina das famílias, mas, mesmo assim, a adesão ainda é baixa”, pontuou.
Além de contribuir para a prevenção de doenças — especialmente na primeira infância, fase mais vulnerável a infecções como a influenza —, a atualização do esquema vacinal e o acompanhamento nutricional são requisitos obrigatórios para o recebimento do Bolsa Família.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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