Cultura
Show de Shakira deve movimentar R$ 800 milhões na economia do Rio
Cultura
Mais de 2 milhões de pessoas ocuparam as areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para assistir ao show da cantora colombiana Shakira, no último sábado, de acordo com a Prefeitura do Rio.

A apresentação fez parte da terceira edição do “Todo Mundo no Rio”, série de megashows gratuitos de música internacional promovida pela prefeitura, que contou, nas edições anteriores, com apresentação das cantoras norte-americanas Lady Gaga e Madonna, também com público semelhante.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico a estimativa é que o show deva movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, graças à injeção extra de dinheiro em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.
Os resultados da segurança no evento também foram comemorados. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública houve uma redução de 52% no número de ocorrências em comparação ao último megashow do projeto, da cantora Lay Gaga. Foram ao todo 115, nenhuma delas com gravidade.
Segundo a Polícia Civil, entre os principais registros estão 66 furtos e oito roubos de celular, dez roubos e nove furtos a transeunte, quatro casos de porte de droga e três lesões corporais. A Polícia Militar prendeu seis pessoas.
O Secretário de Estado de Segurança Pública Victor Santos destacou a importância dos números.
“Esse evento, particularmente, ele bateu todos os recordes positivos para um evento desse tamanho. E muito elogiado principalmente pela crítica internacional, que eles reconhecem a dificuldade que é realizar um evento desse”.
Já o Secretário de Polícia Civil do Estado, Delmir Gouveia, falou sobre o efetivo empregado.
“Mais de 3.700 policiais, utilizamos o Batalhão de Operações com Cães, com quatro cães, utilizamos a força nossa de choque, o Batalhão de Choque, utilizamos aeronaves, motocicletas, quadriciclos, policiais bilíngue para atender os turistas”.
O resultado apresentado também representa queda na comparação com o show da cantora Madonna, em 2024. A redução nas ocorrências foi de 54%.
*Com produção de Bel Pereira
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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