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Saúde

“Com Fila Zero, Várzea Grande reduz filas históricas e devolve esperança a pacientes”, diz prefeita

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou a importância do Programa Fila Zero para reduzir a demanda reprimida de cirurgias e garantir mais agilidade no atendimento à população. A declaração foi feita durante o lançamento da segunda etapa do programa, nesta quinta-feira (23), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

Segundo a gestora, o município somente no primeiro ano de convênio, conseguiu avançar em procedimentos que estavam há anos aguardando na fila, trazendo alívio aos pacientes e às famílias.

“Eu conheci o Fila Zero no ano passado. Para nós prefeitos, é um respiro do nosso município junto à saúde pública. Várzea Grande conseguiu respirar e dar esperança ao cidadão. Aquele cidadão que tanto esperava cirurgia bariátrica, aquele cidadão que precisava operar da catarata, que já esperavam pelo menos 10 anos”, afirmou.

A prefeita relatou que ouviu depoimentos de moradores emocionados após finalmente conseguirem atendimento.

“Eu ouvi muitos depoimentos, emocionados e satisfeitos. Assim que vemos a necessidade desse programa”, completou.

Flávia Moretti também defendeu que o Fila Zero se torne permanente e seja consolidado como política pública em Mato Grosso.

“Ele não pode ser apenas um programa, tem que ser política pública regida inclusive por lei. É uma forma do Estado distribuir a renda diante do que arrecada e nos tirar o fardo que é a saúde pública”, disse.

A prefeita ainda reforçou que a adesão ao programa foi uma das primeiras medidas adotadas em sua gestão e avaliou que a iniciativa teve impacto direto na melhoria da saúde municipal.

“Foi a primeira coisa que eu fiz na minha gestão: aderir ao programa Fila Zero. E esse programa salvou o ano de 2025 em Várzea Grande, na saúde pública do município. Eu quero agradecer pelo programa, governador, parabenizar toda a equipe do Estado por conduzir essa forma da tabela, melhorar os valores, para a gente poder ter mais parceiros. Isso foi muito importante”, concluiu.

A nova fase do programa, chamada de Fila Zero 3.0, prevê investimento estadual de R$ 400 milhões para a realização de 588 mil procedimentos eletivos em 2026, com apoio de municípios, consórcios intermunicipais e instituições parceiras.

Desde sua criação, em abril de 2023, o programa já realizou mais de 667 mil procedimentos em Mato Grosso, entre exames, consultas e cirurgias, contribuindo para diminuir o tempo de espera e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

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Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

Fonte: EBC Saúde

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