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Agrofest pretende ampliar renda e aproximar produtor do consumidor

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Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo (cerca de 155 km da capital, Porto Alegre), no Rio Grande do Sul, anunciou a realização, prevista para os dias 17 e 19 de julho, da primeira edição da Agrofest, evento voltado à valorização da produção rural e à integração entre campo e cidade. A programação será realizada no Parque da Oktoberfest, com entrada gratuita.

A iniciativa surge em uma das regiões mais tradicionais do agro gaúcho, com forte presença da produção de tabaco, principal base econômica local, além de grãos, leite, suinocultura e avicultura. Nesse contexto, a Agrofest busca criar um novo canal de comercialização e visibilidade para produtores da região, especialmente os de menor escala, que enfrentam mais dificuldade de acesso direto ao consumidor.

Mais do que um evento cultural, a proposta é econômica. Ao reunir produtores, agroindústrias, consumidores e empresas do setor em um mesmo espaço, a feira amplia oportunidades de negócio e fortalece cadeias curtas de comercialização, permitindo maior agregação de valor à produção.

O modelo já mostrou resultado em outras iniciativas locais. A feira da agricultura familiar realizada durante a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul tem registrado crescimento nas vendas e no fluxo de visitantes, indicando demanda consistente por produtos regionais. Em 2025, a Oktoberfest reuniu cerca de 420 mil pessoas e movimentou aproximadamente R$ 60 milhões, com impacto direto sobre comércio, serviços e produtores locais.

A Agrofest amplia esse movimento ao criar um evento próprio, fora do calendário tradicional, focado diretamente no agro. A expectativa é de que a feira funcione como vitrine para a produção regional e estimule o consumo local, além de fortalecer a identidade produtiva do Vale do Rio Pardo.

Para o produtor rural, o ganho vai além da venda direta. Eventos desse tipo permitem testar mercado, apresentar produtos, construir relacionamento com o consumidor e diversificar canais de renda — fator cada vez mais relevante em um cenário de margens pressionadas e maior exigência por eficiência.

Ao estruturar um espaço permanente de conexão entre produção e consumo, a Agrofest se insere em uma estratégia mais ampla de desenvolvimento regional, em que o fortalecimento do agro local passa a ser também uma ferramenta de geração de renda e dinamização econômica fora das grandes feiras nacionais.

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Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio

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A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.

O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.

A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.

Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.

Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.

A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.

O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.

Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.

Fonte: Pensar Agro

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