Saúde
Transporte de calcário fortalece produção rural na comunidade do Formigueiro
Saúde
A comunidade rural do Formigueiro recebeu, nessa semana, um importante reforço para o desenvolvimento da agricultura familiar, o transporte de 11 toneladas de calcário, insumo essencial para a correção do solo e melhoria da produtividade agrícola. A ação foi realizada por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), que também disponibilizou apoio técnico para o preparo da terra.
“O calcário é utilizado para reduzir a acidez do solo, equilibrar nutrientes e proporcionar melhores condições para o cultivo e a formação de pastagens”, explica o secretário da pasta Ricardo Amorim, pontuando que além da entrega do insumo, a iniciativa inclui a logística com caminhão da secretaria e assistência técnica especializada, que orienta os produtores desde a aplicação correta até o manejo adequado da área.
Nesta etapa, dois pequenos produtores da agricultura familiar foram beneficiados, Aloísio Pereira Leite, que trabalha com o cultivo de frutas, e Rosa Maria de Oliveira Reis, que atua na preparação de áreas destinadas à pastagem para gado leiteiro. A ação contribui diretamente para o aumento da produtividade e da qualidade das atividades desenvolvidas por ambos.
O coordenador de Desenvolvimento Rural da secretaria, Leandro Luiz da Silva, destaca a importância do apoio contínuo ao produtor rural. “Esse tipo de ação garante melhores condições de produção, fortalece a agricultura familiar e contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais”, afirmou.
O extensionista da Empaer, Edson Benedito da Silva, ressaltou o papel do acompanhamento técnico no sucesso da iniciativa. “Não basta apenas fornecer o insumo. O acompanhamento técnico é fundamental para orientar o produtor sobre a forma correta de aplicação e manejo do solo, garantindo resultados mais eficientes e duradouros”, explicou.
“Estamos trabalhando para levar não só insumos, mas também conhecimento e suporte técnico aos produtores, promovendo mais produtividade, renda e qualidade de vida no meio rural”, completa o gestor Ricardo Amorim.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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