Mato Grosso
Curso de Libras fortalece inclusão no atendimento do TJMT
Mato Grosso
Um atendimento que começa com empatia pode transformar completamente a experiência de quem busca a Justiça. Foi exatamente essa percepção que motivou a servidora Luciana Barros, assessora que atua no Serviço de Atendimento Imediato (SAI) a casos de acidentes de trânsito, a se inscrever no Curso Básico de Libras, oferecido pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, iniciado nesta terça-feira (31).
A decisão veio após uma situação real de atendimento. Diante de dois cidadãos surdos, envolvidos em um acidente de trânsito, Luciana percebeu, na prática, o desafio da comunicação. Mesmo conseguindo conduzir o atendimento, a dificuldade evidenciou a necessidade de preparo.
“Naquele momento, eu vi a minha dificuldade em tentar me comunicar. Isso me despertou a buscar o curso para aprender como acolher melhor essas pessoas”, relata.
A experiência marcou a servidora, que agora vê na capacitação uma oportunidade de transformar não apenas sua atuação, mas também a qualidade do serviço prestado pelo Judiciário.
“Com as técnicas que o curso vai proporcionar, com certeza vai melhorar a comunicação e a inclusão. Isso traz mais efetividade ao atendimento à comunidade”, completa.
Aprender para incluir
A iniciativa marca a continuidade do Curso Básico de Libras, promovido pela Escola dos Servidores do TJMT com o objetivo de preparar o público interno para um atendimento mais acessível, garantindo igualdade, respeito e dignidade às pessoas com deficiência auditiva.
A instrutora Janaína Taques destaca que aprender Libras vai além de adquirir uma nova habilidade — é um compromisso com a inclusão.
“A Libras é uma ferramenta de inclusão que garante à pessoa surda um atendimento com respeito e autonomia. No Judiciário, isso amplia o acesso à Justiça com base na empatia e no respeito às diferenças”, explica.
Durante as aulas, os participantes aprendem sinais e têm contato com conceitos fundamentais da Língua Brasileira de Sinais, incluindo a datilologia — o alfabeto manual usado para soletrar nomes próprios, siglas e palavras que ainda não possuem sinal específico —, além de atividades práticas que estimulam a comunicação real.
Capacitação que faz diferença
A necessidade de formação também é sentida por outros profissionais. A psicóloga Ana Cláudia Amorim Lima, que atua no Núcleo Psicossocial do Juizado Criminal de Cuiabá (Jecrim), conta que já enfrentou desafios semelhantes.
Em um atendimento a uma pessoa surda, foi necessário aguardar a disponibilidade de um intérprete, o que acabou prolongando o processo. A experiência reforçou a importância da autonomia na comunicação.
“Libras é uma língua essencial. Não apenas para quem atende diretamente esse público, mas para incluir ainda mais a comunidade surda em todos os espaços”, afirma.
Ela também destaca que o aprendizado contínuo é fundamental, já que a língua exige prática constante.
Compromisso contínuo com a inclusão
Ofertado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso desde 2019, o curso de Libras integra as ações da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão. A proposta é reduzir barreiras comunicacionais e fortalecer um atendimento mais humano e eficiente.
Nesta edição, a capacitação é realizada de forma online, com carga horária complementar de 28 horas, reunindo servidores, estagiários, terceirizados e credenciados do Judiciário.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Mais de 70 atendimentos da Justiça levam soluções rápidas à população de Conquista D’Oeste
Moradores de Conquista D’Oeste (533km de Cuiabá) receberam atendimento direto da Justiça entre os dias 13 e 17 de abril, com mais de 75 serviços realizados pelo Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (JEI/TJMT). A iniciativa garantiu acesso ágil a direitos básicos, incluindo casos de consumo (compras), além de ações como casamentos e divórcios.
Durante o período, a equipe também atuou na resolução de demandas urgentes, com foco na garantia de direitos do cidadão. Um dos casos de maior destaque foi o do senhor “Zezito”, idoso com mais de 70 anos e morador da zona rural que estava há mais de 10 dias sem energia elétrica, mesmo com as contas pagas.
Diante da situação, foi concedida decisão liminar pelo juiz Edson Dias Reis, determinando que a empresa responsável realizasse o religamento da energia no prazo de 48 horas. A medida buscou minimizar os prejuízos enfrentados pelo morador, que aguardava a solução para retomar sua rotina.
Além desse caso, o atendimento contemplou diversas demandas da população, incluindo orientações, acordos e encaminhamentos, facilitando o acesso à Justiça de forma rápida e simples.
Autor: Adellisses Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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