Sorriso
Laboratório Municipal Dr. Bernardo Scarsinski será inaugurado amanhã, dia 12
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Esta quinta-feira, 12 de março, marcará um momento especial para a rede pública de saúde municipal: às 9 horas será oficialmente inaugurado o Laboratório Municipal de Análises Clínicas Dr. Bernardo Scarsinski. Gestor da pasta de Saúde, o médico Vanio Jordani, destaca que o laboratório já vem operando desde o início de janeiro. “Temos uma grande demanda por exames, por isso antecipamos o atendimento antes de inaugurarmos oficialmente”, diz.
A obra, iniciada em 2023, fica na Avenida Porto Alegre, nº 3223, entre a UPA Sara Akemi Ichicava e a Farmácia Cidadã Central Takeo Watanabe e conta com um terreno de 765.78m²; no local já havia uma construída de 251,32², foram ampliados mais 180,70², chegando a uma área total construída de 432,02m².
O espaço conta com recepção, sala de espera, triagem, imunologia bioquímica e hematologia, cinco boxes de coleta (adulto e infantil), classificação de amostras. O prefeito Alei Fernandes pontua que o laboratório é completo, com equipamentos modernos que permitem ao Município a realização de vários exames clínicos. “Esse é um investimento essencial no cuidado com a saúde da nossa população”, frisa.
Vanio destaca que o laboratório é um grande avanço. “Hoje o Município tem um investimento de R$ 5,5 milhões por ano, para realização de exames, para trazer uma resolutividade e maior conforto e rapidez para os usuários da rede SUS.
Além do laboratório, adianta o gestor, também serão disponibilizados pontos de coleta de material em locais estratégicos da área urbana e um no Distrito de Primavera. “A intenção é levar o serviço de saúde cada vez mais próximo da população; com a instalação dos pontos o paciente poderá optar por realizar a coleta no local mais próximo de sua casa”, relata Vanio. “Estamos com várias frentes de investimento em saúde, hoje podemos dizer com orgulho que o Município de Sorriso está ofertando e ampliando um grande complexo de saúde pública municipal voltado ao atendimento da população”, ressalta.
Desde janeiro o laboratório atende das 06 às 17 horas de segunda a sexta para suporte aos pacientes atendidos pela rede pública municipal. Coordenador da unidade, Jader Cerqueira Paulino, destaca que 16 profissionais atuam no laboratório. “Temos capacidade diária para coleta de 1,5 mil exames”, acrescenta.
Vale ressaltar que o laboratório está equipado para realizar exames de dosagens hormonais, testes sorológicos, testes bioquímicos, exames hematológicos, teste do pezinho e questões de metabolismo, análises de anatomia patológica.
O projeto de ampliação e reforma foi elaborado pela equipe técnica da Secretaria de Cidade (Semcid) e conta com área de urinálise e parasitologia, descontaminação, ala administrativa, setor de emissão para laudos, depósito de materiais, área de descarte tanto para lixo hospitalar quanto comum e hospitalar, banheiros e área de limpeza geral.
Além do Laboratório de Análises Clínicas, o prédio também é a sede do Laboratório Municipal de Arboviroses, instalado no espaço em maio de 2025.
A homenagem
A escolha do nome do Dr. Bernardo Scarsinski se deu pela da Lei nº 3.729 de 24 de julho de 2025 como forma de reconhecimento e agradecimento ao legado profissional do médico. Dr. Bernardo atuou na rede pública de Sorriso de fevereiro de 2004 a janeiro de 2012. Foram oito anos de dedicação intensa, nos quais construiu laços verdadeiros com pacientes, colegas e toda a equipe de saúde. O médico faleceu em novembro de 2020, aos 78 anos, vítima da Covid-19.
Serviço:
O que: inauguração do Laboratório Municipal de Análises Clínicas Dr. Bernardo Scarsinski
Data: 12 de março às 09 horas
Endereço : Avenida Porto Alegre, nº 3223, entre a Farmácia Cidadã e a UPA
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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