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Mulheres impulsionam a ciência e a inovação em todas as áreas da Seciteci

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Na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), a presença das mulheres na ciência vai além do laboratório: elas estão na inovação, na pesquisa acadêmica, no projeto de extensão, na educação e na formação de novas cientistas. No Parque Tecnológico Mato Grosso, por exemplo, a atuação feminina aparece na ponte entre conhecimento e mercado, entre pesquisa e desenvolvimento às demandas de empresas, para melhorar produtos, processos e serviços.

“Eu atuo com essa conexão entre pesquisa, desenvolvimento, ciência com o setor produtivo e de negócios”, afirma Patrícia Seixas, agente de inovação que trabalha com inteligência artificial no Parque Tecnológico.

A ciência também se faz na linguagem e com impacto direto no território. Cristiane Pereira dos Santos, formada em Letras e doutora em Linguística, destaca que pesquisar a língua é tratar de identidade e poder.

“Em Mato Grosso, investigar a língua é também valorizar as vozes, as culturas e as diversidades que ocupam o nosso espaço”, diz. Para ela, ser mulher na ciência, especialmente na Seciteci, passa por fortalecer a educação e contribuir para políticas mais inclusivas: “É valorizar a educação, colocar a mulher enquanto pesquisadora, transformando a sua realidade”.

Atualmente, Cristiane também desenvolve um projeto em andamento sobre extratos de medicamentos fitoterápicos com estudantes do curso técnico em Farmácia, envolvendo uma média de 40 alunos, escolhido por dialogar com uma das certificações intermediárias do curso. Em fase inicial, com o início da bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o projeto busca mapear as principais plantas medicinais tradicionais de Mato Grosso e também aquelas reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conectando conhecimento científico, território e práticas de cuidado.

A pesquisa conta com uma bolsista, Sophia Barbosa, que, segundo a professora, tem “verdadeiro encanto” pelas plantas medicinais. “É um envolvimento que tem dado ao projeto um ritmo de estudo marcado por curiosidade e paixão. Além do levantamento e estudo das espécies, a equipe pretende investigar formas de produzir extratos, avançar na produção de cápsulas desses fitoterápicos e desenvolver a proposta em conjunto com professores de Farmácia da Etec”, explicou Cristiane.


Nas escolas técnicas, o protagonismo feminino aparece na iniciação científica e em projetos de inovação. Giovanna, estudante, relata participação em projetos de pesquisa e inovação na unidade onde estuda na Etec de Poxoréu como sendo muito relevante para ampliar os conhecimentos teóricos. Já Jennyfer Ribeiro, estudante da ETEC de Campo Verde, integra um trabalho sobre extração de nanocristais de celulose.

“A importância desse trabalho foi e continua sendo o trabalho em equipe, o desenvolvimento da inovação, da tecnologia, da ciência, tanto para o meu profissional e para levar para a vida inteira”, afirma. Ela cita apresentações em eventos e reforça o potencial das ciências e o impacto que as mulheres têm nela.

Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a presença feminina se destaca da educação à inovação. “São mulheres pesquisando, ensinando, criando tecnologia, liderando projetos e conectando ciência às demandas reais da sociedade. Fortalecer essa participação é fortalecer o futuro de Mato Grosso.”

Esse cenário também aparece nos números: ao longo da 21ª e da 22ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (SNCT), 34 pesquisadoras foram reconhecidas por trajetórias, pesquisas e iniciativas com impacto no desenvolvimento científico e tecnológico do estado. O salto entre as edições chama atenção: foram 10 premiadas na 21ª e 24 na 22ª, que mostra um avanço acima de 100% no reconhecimento das pesquisas realizadas por mulheres. Em 2025, a premiação ganhou novos espaços de visibilidade, com a criação da categoria “Pesquisadora Destaque” e a inauguração da roda de conversa “Mulheres na Ciência”.

E esse reconhecimento se conecta a uma agenda mais ampla: a Seciteci também conduz ações voltadas à autonomia feminina, como o Programa Mulheres Mil, em parceria com o Governo Federal, oferecendo cursos alinhados às vocações dos territórios, valorizando saberes e respeitando as trajetórias de vida das participantes.

“Toda essa pauta ganha ainda mais sentido quando lembramos que fevereiro marca o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências. É um marco simbólico, mas a mobilização para a necessidade de ampliar oportunidades, permanência e visibilidade para meninas e mulheres em todas as áreas do conhecimento acontece o ano inteiro na Seciteci”, finaliza o secretário Allan Kardec.

Fonte: Governo MT – MT

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Nova série da TV Assembleia estreia sábado (7) e revela curiosidades da natureza e da história de Mato Grosso

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A TV Assembleia de Mato Grosso (TVAL) estreia neste sábado (7), às 20h, a série inédita “Só Tem Aqui”, que apresenta descobertas científicas e curiosidades sobre a fauna e a história do estado. Dividida em quatro episódios, a produção aborda desde o comportamento de animais do Pantanal até pesquisas arqueológicas que levantam novas questões sobre a ocupação humana no continente americano.

O primeiro episódio será dedicado aos besouros conhecidos como rola-bostas, que desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental e apresentam comportamentos curiosos, como a capacidade de se orientar pela Via Láctea. Os demais programas serão exibidos nos sábados seguintes, sempre às 20h, com reprises ao longo da programação da emissora.

A ideia da série surgiu de uma inquietação do jornalista Anderson Sartori, que buscava novas formas de tornar a programação da TV pública mais atraente, sem deixar de lado seu papel educativo. Inicialmente voltado à história, o projeto ganhou novos caminhos quando ele percebeu o potencial das pesquisas sobre a natureza mato-grossense.

“Foi um insight que eu tive em casa, pensando em como melhorar o nosso trabalho, tornar o nosso trabalho como TV pública mais atraente e também cumprir o papel de TV pública”, conta Sartori, idealizador e apresentador da série.

A construção dos episódios exigiu contato com pesquisadores e instituições de ensino superior. Segundo o jornalista, algumas conversas se estenderam por três meses até que as informações científicas fossem organizadas em uma narrativa adequada à televisão. Entre a elaboração da proposta e as gravações, o projeto levou aproximadamente dois anos.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A preocupação em alcançar diferentes públicos também orientou a linguagem adotada. “A ideia é que seja um conteúdo profundo, mas ao mesmo tempo leve e, em alguns momentos, até engraçado e divertido, para que a gente consiga alcançar mais pessoas”, explica Sartori. 

Além das entrevistas com especialistas, a série conta com a participação da repórter Priscila Almeida, que conversa com estudantes do ensino fundamental sobre os assuntos apresentados.

 “Isso enriquece o projeto porque as crianças têm uma forma diferente de enxergar o mundo e frequentemente nos surpreendem com suas observações. Além disso, esse formato gera identificação com o público mais jovem e desperta interesse pela fauna, pela flora e pela ciência”, destaca Priscila.

Próximos episódios– No dia 14 de novembro, a série mostra pesquisas sobre onças-pintadas do norte do Pantanal que passaram a apresentar comportamentos cooperativos. Em 21 de novembro, o destaque será uma espécie de cobra-d’água que ainda desafia pesquisadores.

O encerramento, em 28 de novembro, abordará descobertas arqueológicas realizadas em Jangada, onde foram encontrados vestígios de aproximadamente 26 mil anos associados à presença humana e à megafauna. Para apresentar esse período histórico, a produção utiliza recursos de inteligência artificial na reconstrução de cenários, com trabalho de pós-produção do editor Marcos Okamura.

A série será exibida pela TV Assembleia nos canais abertos 30.1, em Cuiabá, e 9.2, no interior do estado. Além das reprises na programação, cada episódio ficará disponível no YouTube da emissora (@TVAssembleiaMT) após a estreia.



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