Cultura
Blocos mantêm folia na Quarta-feira de Cinzas no Rio
Cultura
Depois da maratona de desfiles, cortejos, blocos e megablocos, a Quarta-feira de Cinzas costuma ser um dia de descanso para muitos. Mas não para cariocas e turistas que lotam a cidade. Mantendo o ritmo do carnaval, foliões se concentraram bem cedinho para acompanhar o bloco Me Beija Que Eu Sou Sem Censura, na Glória, e o Mulheres Rodadas, no Largo do Machado. Com mais de uma década de existência, o Mulheres Rodadas leva mensagem de empoderamento, para combater o machismo e toda forma de violência contra as mulheres.

E à tarde tem mais: ao meio-dia tem o Ainda Aguento, na Ribeira, e a partir das 15 horas, o tradicional Cordão do Me Enterra na Quarta ganha a Avenida Augusto Severo, no Centro da cidade, mantendo viva a tradição dos cortejos.
Depois, tem Planta na Mente, Bloco Guri da Merck e Grêmio Recreativo Chave de Ouro fechando o dia de desfiles dos blocos oficiais.
Calor sem trégua
E precisa ter muita resistência para enfrentar a folia. É que o calor não deu trégua esses dias. Nas ruas, foliões buscaram alívio em pontos de hidratação e nos jatos d’água de carros-pipa durante os blocos. Segundo o Climatempo, a cidade fecha o carnaval como a capital mais quente do país.
Mas o clima deve mudar. Segundo o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, as condições atmosféricas nesta quarta-feira (18) serão influenciadas pelo calor, mas também pela aproximação de uma frente fria. A previsão é de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas a partir da tarde. Os ventos estarão fracos a moderados e as temperaturas seguem elevadas, com máxima prevista de 36°C.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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