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Cultura

Blocos clássicos animam crianças e adultos no carnaval de Brasília

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Blocos tradicionais tomam conta do carnaval da capital do país nesta segunda-feira (16).

A diversão da criançada foi garantida com o Pintinho de Brasília, com muito frevo, alegria e fantasias, no Setor de Autarquias Sul.

Criado em 2018, o bloco é a versão infantil do tradicional Galinho de Brasília, com inspiração no Galo da Madrugada, de Recife.

O tema deste ano é “Galinho frevando rumo ao hexa”. A diretora do Pintinho de Brasília, Wendy Domingues, explica como surgiu a ideia do bloco infantil.

“Pensamos com muito carinho e fizemos o Pintinho para trazer para a criança, já, a alegria que é a cultura nordestina, pernambucana. Eles amam os bonecos gigantes, adoram os estandartes. Para entenderem a importância de todo mundo ser representado”.

O professor Rodrigo Magalhães, pai de duas crianças, levou a família para curtir a festa.

“Trouxe minha mãe também. A gente gosta muito do carnaval pernambucano, e é muito legal ter em Brasília um bloco que recupera essa tradição”.

A filha do Rodrigo, Dália Magalhães, conta o que mais gosta no bloco: “eu acho muito legal as danças, decorações, maquiagens. Eu amo muito”..

A servidora pública Mariela Carvalho já botou a filha de dois anos e seis meses na folia.

“Ela é encantada por música, então é um bloco adequado para a família pular, curtir, cantar”.

Há 34 anos, o Galinho de Brasília arrasta milhares de foliões. A festa conta com cortejo, trio elétrico, trenzinho do frevo, bonecos gigantes, além de orquestras e DJs.

O presidente do Galinho de Brasília, Romildo de Carvalho Júnior, comenta o amor que tem pelo bloco.

“Fazer o carnaval é um prazer. A gente só brinca com isso por causa do amor e paixão pelo bloco. Se a gente para de fazer, a sensação é de deixar o povo órfão de algo que é legal, alegre. E a gente faz a defesa do frevo, patrimônio cultural imaterial do Brasil e da humanidade”.

Baratona

O tradicional Bloco Baratona entra em cena, no Parque da Cidade nesta segunda.

Criado há 50 anos, o bloco garante a festa ao som das bandas Baratinha, Baratona e Portadores da Alegria. Muita animação e música para todas as idades.


Fonte: EBC Cultura

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Cultura

Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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