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Mato Grosso

Polícia Civil desarticula grupo envolvido em ameaças contra moradores e produtores rurais de terra indígena em MT

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Mato Grosso

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4.2), a Operação Truncus, para cumprir 15 mandados de busca e apreensão em uma investigação que apura a atuação de um grupo criminoso envolvido em ameaças, intimidações e violência, principalmente contra moradores e produtores rurais da região da Terra Indígena Urubu Branco, no nordeste de Mato Grosso.

Os mandados estão sendo cumpridos em Mato Grosso e nos estados do Pará, Goiás e Tocantins, em 15 endereços, ligados a quatro alvos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa, com apoio de equipes regionais e das Polícias Civis dos demais estados envolvidos.

Além das intimidações, o grupo também é investigado por crimes ambientais, como a exploração ilegal de madeira em áreas rurais e de preservação.

As investigações apontaram que os crimes já vinham ocorrendo há algum tempo, porém as ameaças se intensificaram ao longo de 2025, após a morte de um integrante ligado ao grupo. A partir desse episódio, foram registradas novas ações de intimidação, tentativas de retaliação e uma reorganização do grupo, que passou a atuar também fora de Mato Grosso.

Durante as investigações, foi identificado que os alvos utilizavam diversos imóveis urbanos e rurais como pontos de apoio, mudando frequentemente de endereço para tentar dificultar a atuação policial. Diante disso, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em caráter itinerante, permitindo que as diligências fossem realizadas conforme a localização atual dos investigados.

Até a manhã desta quarta-feira (4), durante o cumprimento dos mandados judiciais, seis pessoas foram presas em flagrante. Duas detenções ocorreram no estado do Pará, duas no município de Vila Rica e outras duas em Confresa sendo uma por posse ilegal de arma de fogo e outra por porte de entorpecentes.

“O principal alvo da investigação tem histórico de ameaças, intimidações e atuação ligada a conflitos fundiários e crimes ambientais. Há indícios de que ele utilize terceiros e familiares como apoio logístico”, disse a delegada Karen Amaral Mafrakis, responsável pela investigação.

A delegada frisou também que a operação tem como foco romper o clima de medo que vinha sendo imposto à população da região.

“O que a gente busca é acabar com esse aspecto intimidatório que vinha se criando. Ninguém pode ser ameaçado ou pressionado por intimidações ou interesse econômico. A atuação da Polícia Civil é justamente para garantir que as pessoas consigam viver e trabalhar sem medo”, afirmou.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, conforme o avanço da apuração e a análise do material apreendido.

O nome da operação, Truncus, vem do latim e remete à ideia de tronco cortado, raiz interrompida. A escolha simboliza o objetivo da operação: romper a base de sustentação do grupo, cortando suas estruturas de apoio, intimidação e logística, especialmente aquelas usadas para manter o controle territorial e o medo na região.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação

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Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.

A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.

Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Paralisação

No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.



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