Política
Wilson Santos cobra providências da Energisa para Livramento
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O assessor da Energisa durante a audiência pública
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Diante dos recorrentes problemas e dos prejuízos causados à população de Nossa Senhora do Livramento pela má qualidade do fornecimento de energia elétrica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) promoveu a 11ª audiência pública, nesta quarta-feira (28), em parceria com a Câmara Municipal de Vereadores – para debater a atuação da concessionária Energisa na cidade. A iniciativa integra um levantamento conduzido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) com o objetivo de mapear a realidade dos municípios mato-grossenses e cobrar soluções efetivas da distribuidora.
“O que eu ouvi nesta audiência, não ouvi em outros lugares. Comunidades que chegam a ficar até três semanas sem energia, Câmara Municipal que precisa alterar o dia da sessão porque só há energia em datas específicas, investidores que não querem se instalar no município por falta de sistema trifásico. Pretendemos voltar a Livramento para acompanhar o que já foi atendido e melhorado no fornecimento de energia, além de cobrar os compromissos firmados neste encontro, como as 20 mil ações de manutenção anunciadas para o município”, afirmou o parlamentar.
O presidente da Câmara Municipal e vereador Edmilson Brandão, conhecido como “Vinte e Um” (União), destacou a importância da parceria com a ALMT para enfrentar o problema, ressaltando que até o próprio legislativo municipal sofre com as falhas no fornecimento de energia. “Essa audiência atende a um anseio da população diante das constantes quedas e oscilações de energia. Na última sexta-feira, foram feitas intervenções simples, como a troca de alguns transformadores, que já melhoraram a situação na sede do município. Agora, é necessário avançar, principalmente com a substituição dos postes de madeira”, pontuou.
O prefeito Dr. Thiago Gonçalo (União) reforçou que a população é severamente penalizada pela precariedade do serviço e destacou, como médico, a gravidade dos impactos na área da saúde. Segundo ele, as constantes oscilações colocaram em risco pacientes e profissionais do Hospital Municipal e Maternidade Nossa Senhora do Livramento Professora Maria Arlinda. “Foram registradas mais de nove oscilações de energia em curto período. Tivemos pacientes intubados, em ventilação mecânica, dependendo de baterias com autonomia de apenas duas horas. Era um desespero, sem saber se a energia voltaria a tempo ou se precisaríamos transferir os pacientes para Cuiabá ou Várzea Grande. Vivíamos com medo de perder vidas por conta da incompetência da Energisa”, relatou o gestor.
O gestor municipal explicou que, ao assumir a prefeitura, firmou parceria com os vereadores para a aquisição de um gerador de energia para a unidade hospitalar, considerado um marco histórico para o município, que se aproxima dos 295 anos de fundação. “Hoje, mesmo com a queda de energia, as vidas no hospital estão protegidas. Sabemos o valor de uma vida humana e fizemos esse investimento. Há relatos de comunidades que ficaram 21 dias sem energia elétrica. Precisamos sair desta audiência com uma solução concreta”, enfatizou.
Representando a Igreja Católica, o padre Gabriel Poquiviqui Ribeiro, da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, apresentou as principais reclamações das 60 comunidades atendidas pela instituição religiosa. Ele destacou os prejuízos causados pelas oscilações de energia, inclusive investimentos realizados pela paróquia em climatização que não podem ser utilizados. “Todo o projeto de climatização foi avaliado por técnicos da própria Energisa, mas, na prática, as oscilações se intensificaram. É frustrante investir e não conseguir utilizar os equipamentos. A população de Livramento precisa de uma energia estável e confiável”, afirmou.
Durante a audiência pública, moradores relataram uma série de prejuízos, como eletrodomésticos e equipamentos queimados sem ressarcimento, desistência de famílias da zona rural devido à falta prolongada de energia, perdas de produções alimentícias em comércios, instabilidade de internet e telefonia, além da falta de água por até três dias, em razão da queima de bombas elétricas.
Após os depoimentos, o representante da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager), Thiago Bernardes, informou que, nos últimos 12 meses, foram registradas cerca de 6.200 reclamações relacionadas ao fornecimento de energia em Nossa Senhora do Livramento. “A Ager aplica penalidades à concessionária. A última foi em 2022, em razão da falta de energia. A fiscalização é contínua e considera indicadores por município. A melhora ocorre de forma gradual”, explicou.
O assessor institucional da Energisa, Luiz Carlos Moreira Júnior, informou que será elaborado um plano de melhorias para o município, com levantamento de dados e encaminhamentos às autoridades da Câmara Municipal. Ele também concordou com a sugestão de Wilson Santos quanto a criação de um grupo de trabalho para acompanhar de forma permanente a atuação da concessionária.
Ao final da audiência, o deputado estadual propôs um prazo de 90 dias para que a Energisa apresente ao município de Nossa Senhora do Livramento um retorno concreto com soluções para os problemas discutidos no encontro.
Fonte: ALMT – MT
Política
Pedro Taques afirma que denúncia à PGR deu origem à investigação da PF sobre acordo de R$ 308 milhões entre Governo de MT e Oi
Ex-governador diz que representação criminal do seu escritório originou a Operação Heritage. Mauro Mendes nega irregularidades e fala em disputa política
A investigação da Polícia Federal sobre o acordo de aproximadamente *R$ 308 milhões* firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. voltou ao centro do debate político nesta quinta-feira, (6-8)
Em coletiva de imprensa acompanhada pela equipe do *Espia News*, o pré-candidato ao Senado da República *Pedro Taques*, afirmou que a representação criminal apresentada por seu escritório à Procuradoria-Geral da República (PGR) foi o ponto de partida para a apuração que culminou na deflagração da *Operação Heritage*.
Segundo Taques, a denúncia foi construída a partir da análise de documentos que, na avaliação dele, apontam possíveis irregularidades na celebração do acordo entre o Estado e a operadora de telefonia.
*Como surgiu o caso*
O acordo investigado envolve uma disputa tributária entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., encerrada por meio de um acordo administrativo que movimentou cerca de R$ 308 milhões.
Na coletiva, Pedro Taques afirmou que o Estado possuía decisões judiciais favoráveis e que, por isso, não haveria fundamento jurídico para a celebração do acordo da forma como ocorreu. Segundo ele, a legislação estadual que criou a Câmara de Resolução Consensual de Conflitos, a *Consenso-MT*, não autorizaria esse tipo de negociação envolvendo créditos tributários.
O ex-governador também disse que sua equipe identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo fundos de investimento ligados aos valores pagos no acordo. As informações foram reunidas em uma representação encaminhada à PGR, que posteriormente resultou na abertura das investigações pela Polícia Federal.
*O que disse Pedro Taques*
Durante a coletiva, Taques fez duras críticas ao acordo firmado pelo Governo do Estado e afirmou que:
– *A investigação da PF teve origem* na representação criminal apresentada por seu escritório;
– *O acordo com a Oi foi ilegal*, em sua avaliação;
– *Houve falhas nos critérios* utilizados para definir os valores envolvidos;
– *O fluxo dos recursos públicos precisa ser esclarecido* pelas autoridades responsáveis.
O ex-governador destacou ainda que as medidas cautelares da Operação Heritage foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal após manifestação da Procuradoria-Geral da República.
*O que investiga a Polícia Federal*
A Operação Heritage apura se houve irregularidades na negociação envolvendo recursos públicos destinados ao acordo com a Oi.
Entre os crimes investigados estão: *organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada*.
Até o momento, a investigação segue em andamento e não há condenação de qualquer investigado.
*O que diz Mauro Mendes*
*Mauro Mendes nega todas as acusações.*
Em manifestações públicas, o ex-governador afirma que o acordo foi celebrado dentro da legalidade, com respaldo técnico e jurídico, e sustenta que a investigação esclarecerá a regularidade dos atos praticados durante sua gestão. Mendes também atribui as acusações ao ambiente de disputa política.
*Investigação continua*
A Polícia Federal prossegue com a coleta de provas e a análise dos documentos apreendidos durante a Operação Heritage.
A existência da investigação não representa condenação, e todos os investigados têm assegurados os direitos ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O *Espia News* continuará acompanhando o andamento do caso e trará novas informações à medida que houver manifestações oficiais das autoridades e das partes envolvidas.
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