Agricultura
O fim da Moratória da Soja e o reequilíbrio das regras no agronegócio
Agricultura

A edição de janeiro da Revista Pensar Agro coloca no centro do debate um dos temas mais sensíveis do agronegócio brasileiro nas últimas duas décadas: o fim da Moratória da Soja. O assunto, tratado como matéria de capa, é analisado a partir de seus impactos econômicos, jurídicos e produtivos, em um contexto que ultrapassa a dimensão ambiental e alcança a organização dos mercados e a segurança jurídica no campo.
Criada em 2006, a Moratória da Soja foi articulada por grandes tradings e organizações da sociedade civil, em sua maioria estrangeiras, com o objetivo de restringir a compra de soja produzida em áreas da Amazônia Legal desmatadas após aquele ano. Ao longo do tempo, o acordo passou a funcionar como um conjunto de regras privadas impostas ao mercado, independentemente do cumprimento da legislação ambiental brasileira pelos produtores rurais.
A revista detalha como, mesmo atendendo integralmente ao Código Florestal — mantendo áreas de reserva legal, possuindo licenças ambientais válidas e inscrição regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR) —, milhares de produtores da Amazônia Legal permaneceram excluídos do mercado formal da soja. Esse bloqueio comercial, segundo a análise apresentada, acabou por confinar regiões inteiras a uma condição de inviabilidade econômica, ampliando a insatisfação no campo e aprofundando distorções concorrenciais.
Com o avanço do debate, a moratória passou a ser questionada também sob a ótica do direito econômico. A publicação aborda as discussões em torno da possível caracterização de um cartel disfarçado de pacto ambiental, tema que chegou a ser analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Embora não tenha havido condenação definitiva por infração à ordem econômica, o assunto ganhou relevância institucional e jurídica, especialmente após o Supremo Tribunal Federal classificar a moratória como uma norma privada ambiental, sem força para se sobrepor à legislação brasileira.
Além da reportagem de capa, a edição reúne análises de colunistas que examinam os desdobramentos desse novo cenário para o agronegócio, abordando riscos, oportunidades e os desafios regulatórios que se colocam para produtores, indústrias e exportadores. Os textos mantêm o tom crítico e analítico que caracteriza a linha editorial da Pensar Agro, contribuindo para uma leitura mais ampla sobre as transformações em curso no setor.
Publicada em versões em português e inglês, a Revista Pensar Agro integra o mesmo grupo editorial aqui do portal Pensar Agro e amplia o alcance do debate para além do público nacional. A edição de janeiro já soma mais de 12,2 mil acessos, com leitores distribuídos em 53 países, refletindo o interesse internacional pelos rumos do agronegócio brasileiro e pelas discussões que envolvem produção, mercado e governança.
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Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Cacau Paulista reunirá especialistas para discutir oportunidades
São José do Rio Preto (cerca de 440 km da capital, São Paulo), sediará no próximo dia 25 a primeira edição do simpósio Cacau Paulista, evento que reunirá produtores, pesquisadores, consultores e empresas para discutir os avanços da cacauicultura brasileira e as oportunidades de expansão da cultura em novas regiões produtoras.
Promovido pela Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp), com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Sebrae e Sindicato Rural, o encontro ocorre em um momento de crescimento da produção paulista de cacau. Levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) mostra que a área cultivada no Estado passou de cerca de 322 hectares em 2018 para aproximadamente 650 hectares atualmente, distribuídos em 65 municípios e mais de 120 propriedades.
O avanço da cultura acompanha um cenário favorável no mercado internacional. A safra mundial de cacau 2023/24 registrou déficit estimado em 489 mil toneladas, resultado da produção insuficiente para atender à demanda da indústria, fator que impulsionou os preços da commodity e ampliou o interesse por novas regiões produtoras.
A programação do simpósio abordará temas relacionados a toda a cadeia produtiva do cacau, incluindo implantação de lavouras, manejo, irrigação, nutrição, mecanização, pós-colheita, processamento, mercado e perspectivas para investimentos no setor. Ao todo, cerca de 15 especialistas participarão dos debates, além de representantes de instituições e empresas ligadas à cadeia cacaueira.
Segundo os organizadores, a expectativa é reunir aproximadamente 300 participantes de diferentes estados brasileiros, incluindo produtores de regiões tradicionais e de áreas que vêm ampliando o cultivo da cultura nos últimos anos.
Além da programação técnica, o evento contará com exposição de produtos artesanais por meio do projeto Origens, desenvolvido pelo Sebrae, com foco na valorização de pequenos produtores e na geração de oportunidades de negócios.
Serviço
Cacau Paulista – 1º Simpósio de Cacau do Noroeste Paulista
Data: 25 de junho de 2026
Local: São José do Rio Preto (SP)
Outra informações e inscrições clique aqui
Fonte: Pensar Agro
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