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“Nosso norte é o sul” – CCBB de SP traz obras de Joaquín Torres-García

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O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, inaugurou nesta quarta-feira (10) uma exposição que celebra os 150 anos do nascimento do artista uruguaio Joaquín Torres-García, conhecido pelo desenho do mapa invertido da América do Sul.

A mostra reúne cerca de 500 itens em quatro salas, entre obras e documentos do artista, que viveu fora de seu país entre o final do século 19 e o começo do século 20, e regressou ao Uruguai nos anos 1930. De volta a Montevidéu, ele criou um estilo conhecido como “Universalismo Construtivo”. 

O curador da mostra, Saulo di Tarso, comenta o principal legado do artista.

“Ele propunha esse olhar para ss coisas mais ancestrais pra que a gente voltasse p dentro da gente. É uma abstração que leva em conta a história interior da ancestralidade das pessoas. E nisso ele vai indo e, dentro dele, encontra conexão dos povos entre si”, explica. 

Torres-García foi um dos artistas da América do Sul que mais teve contato com os movimentos de vanguarda europeia no século 20. Ele defendia a ideia de que os artistas latino-americanos buscassem suas raízes para criar uma arte autêntica, sem seguir as tendências vindas da Europa e dos Estados Unidos. 

Foi com esse pensamento que Torres-García declarou “nosso norte é o sul”, ou seja, o sul como ponto de referência – ideia desenhada na sua obra mais famosa: o Mapa Invertido, de 1943, que mostra a América do Sul ao contrário, com o sul na parte superior.  

Além do Mapa Invertido, a mostra também reúne pinturas, manuscritos, maquetes e brinquedos de madeira, itens que saem pela primeira vez do Museo Torres-García para o Brasil. 

O curador Saulo di Tarso explica que Torres-García fazia uso das formas geométricas em sua arte sem perder o ponto de referência da figura. 

“Pro Torres-García o que fazia sentido na abstração era que a gente tinha, sim, que abstrair, porque isso é natural do crescimento espiritual do ser humano. Mas que, na arte, é preciso respeitar também a vida que tá sendo retratada ali e que não necessariamente é algo que se fotografa, mas é algo que se transmite de espírito para espírito, entre todos os povos”, complementa.

A exposição fica em  cartaz até 9 de março e é gratuita. O CCBB fica no centro histórico de São Paulo e funciona todos os dias, exceto às terças-feiras.


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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