Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados e desarticula esquema que desviou mais de R$ 1,1 milhão de empresa de segurança
Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (5.12), a Operação Integrazione, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de desvios de valores de uma empresa de segurança. O prejuízo é superior a R$ 1,1 milhão.
Na operação, são cumpridas 18 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, com base em investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
As diligências resultaram na apreensão de três veículos adquiridos com valores desviados, além de documentos, mídias e materiais considerados relevantes à investigação.
As investigações foram iniciadas após uma auditoria interna constatar o desvio dos recursos das contas da empresa.
Os trabalhos investigativos realizados pela equipe da Derf Cuiabá apontaram que funcionários, valendo-se das funções que desempenhavam na empresa, teriam utilizado meios fraudulentos e simulações contábeis para desviar recursos ao longo dos últimos meses, possivelmente com a participação de outros envolvidos ainda não identificados.
Os suspeitos utilizavam plataformas de apostas para a lavagem de capitais, nas quais o dinheiro ilegal era reintroduzido à economia formal como se legítimo.
Segundo o delegado Luiz Felipe Leoni, responsável pelas investigações, as medidas têm por finalidade instruir a investigação, assegurar a recuperação do patrimônio subtraído, proteger ativos e avançar na individualização das condutas dos autores.
“A percepção dos sócios da empresa em notar a fraude, aliada à comunicação imediata dos fatos à Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, foi determinante para minimizar o prejuízo econômico suportado pelas vítimas. Neste sentido, o diálogo entre os órgãos de persecução criminal revelou-se essencial para a eficácia do sistema de justiça em sentido macro”, pontuou o delegado.
Integrazione
O nome da operação faz alusão à lavagem de dinheiro realizada pelos investigados, que reintroduziam os valores ilícitos à economia formal.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Max Russi afirma confiança da ALMT nas instituições para apuração da Operação Tomada de Contas
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), defendeu o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo. “A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”, afirmou.
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), Max classificou a situação como muito ruim e ressaltou a importância da atuação dos órgãos de investigação e do acompanhamento da imprensa para o esclarecimento dos fatos e a eventual responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades.
“Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências. Eu falo em nome do Parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou.
O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas.
A Operação – A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal, com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, e outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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