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Feriado da Consciência Negra tem programação cultural pelo país

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O Brasil, onde 112,7 milhões de pessoas se declaram pretas ou pardas, o que representa 55,5% da população, segundo o IBGE,  celebra nesta quinta-feira (20), o Dia da Consciência Negra. Manifestações, eventos culturais, shows, cultos religiosos, entre outras ações, reúnem milhares de pessoas em várias regiões do país.

Na Serra da Barriga, em União dos Palmares, Alagoas, apresentações artísticas e homenagens aos antepassados marcam os 330 anos de imortalidade do Quilombo dos Palmares. Cortejos, apresentações musicais, grupos afro, batalhas de hip hop, maracatus e rodas de capoeira marcam a data no local símbolo da resistência negra brasileira, pois durante quase 100 anos abrigou o maior quilombo do país, o Quilombo dos Palmares.

Já na Bahia, acontece a partir das 14h, em Salvador, a 46ª Marcha da Consciência Negra Zumbi-Dandara dos Palmares. A caminhada parte da Praça Campo Grande e percorre quatro quilômetros. Este ano, o evento homenageia os 90 anos de Lélia Gonzalez e o centenário de Frantz Fanon, referências no pensamento antirracista.

Em São Luís, capital do Maranhão, estreia o projeto inédito Coral Negro. O espetáculo combina música erudita, canto ancestral de matriz africana e performance. A apresentação gratuita acontece a partir das 19h, na Praça das Sete Palmeiras, no bairro Vila Embratel.

No Centro Histórico do Recife, A Torre Malakoff abre as portas, a partir das 15h, para receber o Afro PE – Vozes Ancestrais, com programação 100% gratuita. Serão promovidos debates, gastronomia de terreiro e apresentações culturais, entre elas, o Maracatu Nação Maracambuco e do  grupo Bongar, nascido na Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Entre os vários eventos deste dia da Consciência Negra, a celebração no Rio de Janeiro vai durar todo o feriadão. Começa hoje e segue até o próximo domingo, o primeiro Festival Literário da Igualdade Racial do Brasil. A programação se concentra na Central Única das Favelas, em Madureira, Zona Norte da capital. A programação completa está no Instagram @vemprofliir.

Em São Paulo, o Festival Consciência Negra terá shows em Paraisópolis, Cidade Tiradentes e no Centro, com atrações como Pixote, Rodriguinho, Turma do Pagode, Avuá e Simoninha. A agenda completa está no site spmaiscultura.prefeitura.sp.gov.br.

Na capital federal, a área externa do Museu Nacional da República recebe de hoje até o próximo sábado o evento Consciência Negra 2025. Oficinas, bate-papos, e shows com grandes nomes da música negra brasileira como Alexandre Pires, Ludmilla, Timbalada, Mumuzinho e Carlinhos Brown fazem parte da programação, que é totalmente gratuita. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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