Sorriso
Sorriso marca presença no maior programa de fortalecimento da agricultura familiar de MT
Sorriso
O programa irá mobilizar US$ 100 milhões para 15 mil famílias em 61 municípios de Mato Grosso
Na tarde da última quinta-feira (6), em cerimónia realizada em Cuiabá, o Governo do Estado de Mato Grosso oficializou o lançamento do programa MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, que contará com investimento total de US$ 100 milhões – sendo US$ 80 milhões de financiamento do Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida estadual.
Sorriso esteve presente no evento, por meio de seu secretário municipal da Agricultura Familiar e Segurança Alimentar, Lucas de Oliveira, que representou os agricultores familiares da região. Segundo o secretário, trata-se de uma oportunidade para que pequenas famílias, cooperativas e associações rurais ganhem suporte técnico, estrutura de negócio e acesso ao crédito para organizar a produção e ampliar a renda.
O que o MT Produtivo oferece aos agricultores
- O programa foi pensado para beneficiar cerca de 15 mil famílias de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, cooperativas e associações em 61 municípios de Mato Grosso.
- As ações envolvem: financiamento de planos de negócios para associações/cooperativas; regularização fundiária e ambiental de estabelecimentos rurais; adoção de práticas agrícolas sustentáveis climáticas; integração de crédito, assistência técnica e inclusão socioeconômica.
- O programa será coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar do Mato Grosso (SEAF) e vai vigorar entre 2025 e 2030.
Para Sorriso, município com forte base agrícola, a participação no MT Produtivo significa que os agricultores familiares poderão se inserir em cadeias produtivas estruturadas, receber assistência técnica, obter acesso ao crédito com suporte estadual-federal e ter respaldo para adequar suas propriedades sob aspectos fundiários, ambientais e produtivos.
Lucas de Oliveira destacou que Sorriso “vai acompanhar de perto as oportunidades que o programa oferece, identificando quais cadeias produtivas locais – hortifrúti, leite, aves, grãos de pequeno porte – podem ser contempladas e mobilizando as famílias para que participem”, disse.
O que o agricultor dev fazer a partir de agora
- Fique atento aos editais e convênios que a SEAF e o município de Sorriso vão divulgar para acesso aos benefícios do programa;
- Verifique junto à secretaria municipal quais são os requisitos para participação (associação/cooperativa, cadastro atualizado, práticas sustentáveis, regularização fundiária ou ambiental, se aplicável);
- Aproveite a assistência técnica proposta pelo programa: ela visa fortalecer o planejamento dos negócios agrícolas, não apenas o crédito;
- Aproveite para formar ou fortalecer grupos de agricultores, cooperativas ou associações – o programa concede prioridade para quem já tem organização coletiva;
- Esteja pronto para cumprir os critérios de sustentabilidade, de inclusão socioeconômica, de mercado e de meio-ambiente, pois o MT Produtivo enfatiza essas dimensões.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
-
Mato Grosso7 dias atrásTribunal do Júri condena homem a 29 anos por feminicídio em Paranatinga
-
Esportes6 dias atrásFluminense empata com Cruzeiro e segue no G-4 do Brasileirão
-
Mato Grosso7 dias atrásEsmagis abre prazo para submissão de artigos para nova edição da revista Direito e Sociedade
-
Esportes6 dias atrásBrasil goleia o Panamá no Maracanã e se despede da torcida antes da Copa de 2026
-
Saúde7 dias atrásCirurgias oftalmológicas e exames do aparelho digestivo marcam mais uma etapa do Fila Zero em Várzea Grande
-
Cáceres7 dias atrásMato Grosso supera média nacional e alcança 93,78% dos seus eleitores cadastrados biometricamente
-
Várzea Grande7 dias atrásVárzea Grande cumpre cronograma e quita salário dos servidores nesta sexta-feira (29)
-
Polícia7 dias atrásPM prende suspeito de esfaquear colega de trabalho após desentendimento
