Cultura
Governo lança capacitação para mobilizar CEUs da Cultura
Cultura
O Ministério da Cultura lançou nesta quarta-feira (5) o curso Mobiliza CEUs da Cultura, durante o 1º Encontro Nacional de Gestores da Rede Territórios da Cultura.

A formação é uma parceria entre a pasta e o Instituto Federal de Goiás (IFG). A carga horária é de 30 horas e a capacitação abrange profissionais dos campos de cultura, educação, geografia, arquitetura e urbanismo, psicologia, ciências sociais aplicadas, comunicação e serviço social.
O curso é gratuito e online, com a exigência de ensino médio completo.
Os CEUs da Cultura são equipamentos públicos financiados pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para uso cultural e de caráter comunitário, compostos por espaços voltados à expressão corporal, arte, educação, trabalho e renda, meio ambiente, entre outras atividades.
Esses centros representam pontos de encontro e valorização da diversidade cultural, incentivando o convívio, a aprendizagem e a produção cultural em territórios em situação de vulnerabilidade social.
As inscrições para o curso Mobiliza CEUs da Cultura vão até 5 de fevereiro do ano que vem.
Cultura
No Recife, Museu da Abolição reabre integralmente para o público
Após vários anos sem receber exposições, o Museu da Abolição, localizado no bairro Madalena, em Recife, reabre integralmente para o público com as mostras “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível”.

Na exposição “Herança”, que contou com curadoria de Alex de Jesus, os trabalhos de 29 artistas foram reunidos a partir de uma indagação sobre o que restou ao povo preto brasileiro após a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, em 1888. Dividida nos eixos presente, passado e futuro, vários artistas contemporâneos buscam refletir sobre essa herança.
A segunda exposição, “Restituir é Possível”, traz uma seleção de pouco mais de 100 peças do próprio acervo do museu, produzidas originalmente por mais de 20 etnias de 12 países africanos.
Retomada
Após reforma na parte estrutural encerrada em 2022, o museu havia retomado sua programação apenas com iniciativas e atividades culturais, sem receber exposições. Pelas redes sociais, a diretora substituta do espaço, Fabiana de Lima Sales, destacou que as exposições eram o elemento que faltava para que fosse cumprida em sua totalidade a missão institucional do museu, de preservar, divulgar e valorizar a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes.
“Pela primeira vez, o Museu da Abolição vai ter uma exposição de longa duração, que é o principal cartão de visita da maioria dos museus, totalmente pensada, elaborada, produzida em diálogo com a sua missão institucional e com as questões que estão na pauta do dia do debate sobre história, memória, cultura afrobrasileira e a sua relação com o processo de abolição da escravidão da forma inacabada como aconteceu aqui no Brasil.”
O Museu da Abolição foi criado em 1957, pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco. Depois de passar pelos processos de desapropriação, tombamento e restauro, o espaço foi oficialmente inaugurado no dia 13 de maio de 1983.
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