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Plantio da soja avança no Brasil e oeste da Bahia se destaca

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O plantio da safra de soja 2025/26 avança de forma consistente no Brasil, impulsionado pela melhora das condições climáticas em boa parte do país e pela expectativa de uma nova produção recorde. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 20 de outubro cerca de 21,7% da área total estimada já havia sido semeada, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Consultorias indicam número ainda maior, de 24%, refletindo o bom ritmo dos trabalhos em estados como Mato Grosso e Paraná, que lideram o avanço nacional. O país deve cultivar aproximadamente 46 milhões de hectares de soja nesta safra, 3,6% acima do ciclo anterior, com projeção de 177 milhões de toneladas de produção.

Apesar do desempenho favorável no conjunto, o avanço é desigual entre regiões. Enquanto o Centro-Oeste e o Sul ganham velocidade com chuvas mais regulares, áreas do Norte e do Nordeste ainda enfrentam irregularidade de precipitações, o que limita o ritmo da semeadura. Nesse cenário, o oeste da Bahia se destaca como um dos polos mais dinâmicos do início da temporada, beneficiado pela autorização de plantio antecipado e por uma estrutura produtiva cada vez mais tecnificada.

De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), até 24 de outubro o plantio de soja na região alcançou 17,4% da área total prevista, o equivalente a 385 mil hectares. O ritmo é expressivamente superior ao observado há um ano, quando o índice era de apenas 7,6%, resultado direto da ampliação da janela de cultivo autorizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). A Portaria nº 047, publicada em 6 de junho, permitiu semeadura antecipada entre 25 de setembro e 7 de outubro, liberando 150 mil hectares — um aumento de 35% em relação ao ciclo anterior.

Os municípios de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Barreiras concentram a maior parte das áreas já semeadas, mantendo o perfil de protagonismo do agronegócio baiano. A Aiba estima que a área total de soja do oeste baiano crescerá 3,9%, atingindo 2,218 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 68 sacas por hectare e produção total projetada em 9,049 milhões de toneladas. O preço médio da saca foi cotado a R$ 126,50 em 20 de outubro. No campo comercial, 69% da safra anterior já foi vendida, enquanto 19% da nova safra está comercializada de forma antecipada, refletindo a confiança do produtor e a atratividade do mercado.

Apesar do bom desempenho, o clima ainda impõe cautela. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou média de 14 milímetros de chuva em outubro no oeste baiano, volume considerado baixo para o período. A previsão para os próximos dias indica tempo instável, com sol e pancadas isoladas, seguido de uma estiagem temporária até o início de novembro. A Aiba alerta que o calor intenso levou parte dos produtores a reduzir o ritmo do plantio nas áreas irrigadas, o que pode desacelerar o avanço nas próximas semanas.

Além da soja, outras culturas também movimentam a safra baiana. O milho, somando o verão e o irrigado, deve ocupar 195 mil hectares, aumento de 8,3% sobre o ciclo anterior, com produção estimada em 2,201 milhões de toneladas. A área irrigada foi revisada de 25 mil para 75 mil hectares após nova medição por geoprocessamento. Já o algodão terá leve retração de 2,4%, ocupando 403 mil hectares e com expectativa de produção de 2,006 milhões de toneladas. O sorgo, por sua vez, deve crescer 25%, alcançando 200 mil hectares e 720 mil toneladas.

A distribuição da soja no oeste baiano evidencia a força e a diversificação do agronegócio regional: 804 mil hectares estão na Região 01 (Barreiras, Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia), 796 mil hectares na Região 02 (Luís Eduardo Magalhães e São Desidério), 577 mil hectares na Região 03 (Correntina, Jaborandi, Cocos, Coribe e São Félix do Coribe), 36 mil hectares na Região 04 (Baianópolis, Cotegipe, Cristópolis, Wanderley e Tabocas do Brejo Velho) e 5 mil hectares na Região 05 (Barra e municípios vizinhos).

O avanço do plantio na Bahia ocorre em sintonia com o bom desempenho nacional e reforça o papel estratégico do estado na produção de grãos. Com o Brasil projetando uma safra total de 354,7 milhões de toneladas — novo recorde segundo a Conab —, o desempenho do oeste baiano contribui de forma decisiva para a consolidação do país como potência agrícola. Ainda assim, o comportamento climático nas próximas semanas será determinante para confirmar as projeções otimistas. Caso o regime de chuvas se normalize em novembro, a região tende a manter o ritmo acelerado e consolidar mais uma colheita robusta no coração do Cerrado nordestino.

Fonte: Pensar Agro

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Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio

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A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.

O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.

A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.

Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.

Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.

A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.

O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.

Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.

Fonte: Pensar Agro

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