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Cultura

IBGE aponta aumento no número de línguas e etnias indígenas no país

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O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou nesta sexta-feira (24) novos dados levantados pelo Censo Demográfico 2022. E eles revelam que, em uma década, houve aumento do número de línguas indígenas e também de etnias no Brasil.

O número de línguas indígenas faladas saltou no ano da pesquisa para 295, contra 274 no censo de 2010. Já as etnias identificadas passaram de 305 para 391 no período entre os dois levantamentos.

Em números absolutos, em 2022, 433.980 indígenas se comunicavam entre si em línguas indígenas, enquanto em 2010 eram 293.853. Os dados do IBGE mostram que as etnias Ticuna, Guarani-Kaiowá e Guajajara detêm o maior número de falantes, concentrados no Amazonas, São Paulo e no Distrito Federal.

Recuperação linguística

Na avaliação do analista da pesquisa, Fernando Souza Damasco, esse movimento pode demonstrar autoafirmação e também uma recuperação linguística:

“Então a gente tem, nos últimos anos, movimentos bem significativos de muitos grupos que têm buscado recuperar a sua língua originária. Passaram décadas sem serem faladas, sem serem utilizadas. Muitas vezes, a gente tem algumas línguas que os últimos falantes foram documentados na década de 60, de 70, e muitos grupos hoje estão recuperando os registros para que essa língua volte e ressurja como uma língua característica de um povo”, explica.

Sobre as etnias, o estudo aponta que as mais populosas são Ticuna, Kokama e Macuxi. Os Ticuna aparecem como a maior etnia sem acesso à água encanada, esgotamento sanitário e serviço de coleta de lixo. Do total das etnias, o Censo apontou que 60% estão em áreas urbanas. São Paulo com o maior número, seguido do Amazonas e da Bahia.


Fonte: EBC Cultura

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Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração

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A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.

“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.

A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.

“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.

A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.

“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais.  Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”

O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.


Fonte: EBC Cultura

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