Economia
Sicredi gera impacto positivo e contribui para a construção de uma sociedade mais próspera e justa
Economia
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, um reconhecimento à capacidade dessas instituições de colaborar e agir para um futuro mais sustentável e inclusivo. Aproveitando o movimento que evidencia o cooperativismo, o Sicredi reforça seu propósito, de construir juntos uma sociedade mais próspera, e o impacto positivo gerado nas comunidades onde está presente. Com mais de 120 anos de história, o Sicredi atua em todos os estados e no Distrito Federal, com presença física em mais de 2,1 mil municípios brasileiros, onde estão mais de 2,8 mil agências para o atendimento físico e digital aos seus mais de 8,6 milhões de associados (números referentes a dezembro de 2024).
Presente em Mato Grosso desde 1989, o Sicredi atua no estado por meio de nove cooperativas. Possui 192 agências, espalhadas por 129 municípios, onde mantém atendimento físico aos seus mais de 981 mil associados e à comunidade. Desenvolve programas que impactam as pessoas e que têm o objetivo de construir uma sociedade mais cooperativa e justa, melhor para todos. Na lista estão os programas Crescer, A União Faz a Vida, Cooperação na Ponta do Lápis e o Sicredi na Comunidade, que juntos, impactaram cerca de 750 mil pessoas em 2024.
O Programa Crescer é uma frente de educação cooperativa aberta para todos. Funciona como uma semente plantada nas pessoas e que proporciona experiências para que estas conheçam mais sobre a atuação do Sicredi e o entender para crescer. No ano passado, o Crescer impactou cerca de 72,3 mil pessoas em Mato Grosso.
Também para todos os públicos, o Programa Cooperação na Ponta do Lápis tem como objetivo cooperar para uma vida financeira sustentável. Desenvolvido pelo Sicredi desde 2020, é composto por ações planejadas de modo que atendam necessidades de jovens, crianças e adultos. As ações realizadas em Mato Grosso em 2024 impactaram mais de 134,1 mil pessoas.
Programa voltado para a comunidade escolar, o Programa A União Faz a Vida é uma das principais iniciativas de responsabilidade social do Sicredi, que este ano completa 30 anos. Visa construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes. Em solo mato-grossense, o programa é desenvolvido em 72 municípios, atendendo 556 escolas, com a participação de 9,1 mil educadores e mais de 149 mil crianças e adolescentes atendidos.
Outro programa desenvolvido é o Sicredi na Comunidade, uma plataforma digital que facilita o processo de solicitação de apoio ao Fundo Social e Patrocínios Socioculturais por entidades que desenvolvem projetos voltados à educação, cultura, esporte, meio ambiente, segurança, inclusão social e outros temas alinhados aos princípios do cooperativismo. Em 2024, o Sicredi apoiou 490 projetos em Mato Grosso com a destinação de mais de R$ 8,6 milhões em recursos do Fundo Social e patrocínios socioculturais às entidades, que impactaram mais de 385,7 mil pessoas.
“Nossa atuação é voltada para a melhoria da qualidade de vida dos nossos associados e de toda a comunidade, por meio dos programas que desenvolvemos nas localidades onde estamos presentes. Acreditamos que podemos contribuir para a construção de um mundo mais justo e melhor para todos. Essa é uma parte do retorno da nossa atuação à sociedade. A cada ano que passa são mais pessoas aderindo a esse sistema, cujos benefícios são mensuráveis, pois a presença de cooperativas de crédito aumenta o PIB per capita, gera mais empregos, estimula o empreendedorismo e cuida da vida financeira das pessoas”, destaca o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Sustentabilidade: apoio e prática
Pelo seu modelo de negócio cooperativo, o Sicredi tem a sustentabilidade em suas raízes. Busca o equilíbrio em seus objetivos econômicos, sociais e ambientais, em todas as esferas do negócio. A instituição tem uma Estratégia de Sustentabilidade que é composta por três direcionadores: ‘Relacionamento e Cooperativismo’, ‘Desenvolvimento Local’ e ‘Soluções Responsáveis’, que contemplam os pilares social, econômico, ambiental e de governança.
Desde 2020, o Sicredi é signatário do Pacto Global da ONU e possui o compromisso de cumprir com suas diretrizes e contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dois desses objetivos dizem respeito à Energia Acessível e Limpa (ODS 7) e Ação contra a Mudança Global do Clima (ODS 13).
Em 2022, o Sicredi criou o Programa de Ecoeficiência, que tem duas frentes: Operação Ecoeficiente, e Gestão de Emissões e Mudanças Climáticas. A frente de Gestão de Emissões e Mudanças Climáticas tem como objetivo ampliar a contribuição da instituição em uma agenda positiva de ação contra a mudança global do clima. Uma das iniciativas desse Programa é a neutralização anual das emissões de carbono, cuja estratégia vem evoluindo ano a ano.
Recentemente, o Sicredi realizou a neutralização das emissões calculadas no seu Inventário de Gases de Efeito Estufa de 2023 e projetadas para 2024. Pelo 3º ano consecutivo, a instituição adotou a estratégia de adiantar a compensação das emissões previstas antes do fim de 2024, com base em projeção, e neutralizar as emissões do ano anterior (2023). A neutralização foi realizada por meio do apoio a seis projetos de crédito de carbono localizados nas cinco regiões do Brasil. No total, foram compensadas 31.784 toneladas de carbono geradas pelas operações de todas as sedes administrativas e agências.
“Os temas ESG fazem parte da essência do Sicredi desde sua origem, estão no nosso DNA. Nosso modelo de negócio é baseado na cooperação e no interesse pelas comunidades gerando uma cadeia de valor que beneficia o associado, a cooperativa e as regiões onde estamos presentes, o que chamamos de círculo virtuoso. Evoluímos ano a ano porque entendemos que essa agenda é global e importante para a preservação das nossas operações e até mesmo do nosso planeta”, considera o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Benefício Econômico do Sicredi
E quando o assunto é retorno aos associados, o Sicredi também faz esse cálculo. Em 2024, a instituição financeira cooperativa gerou R$ 25 bilhões em benefícios econômicos aos seus 8,5 milhões de associados, aumento de 8,5% na comparação com 2023. O valor é medido pelo Benefício Econômico do Sicredi (BES), indicador calculado pela instituição financeira cooperativa com base em metodologia do Banco Central. O objetivo dessa medição é mostrar os benefícios econômicos tangíveis da atuação do Sicredi e reforçar o compromisso em contribuir para a sociedade. O valor representou uma economia média de R$ 2.931,17, no ano passado, para cada um dos associados do Sicredi.
Três indicadores compõem o cálculo do índice: o Benefício Econômico de Crédito (BEC), que mensura a economia sobre operações de crédito por meio de taxas médias mais baixas em comparação à média do Sistema Financeiro Nacional (SFN); o Benefício Econômico do Depósito (BED), que mostra o ganho adicional com depósito por meio de remuneração mais elevada, e os Benefícios Econômicos do Exercício (BEE), que mede a distribuição de resultados, o pagamento de juros ao capital e o valor revertido ao associado por meio de ações educacionais e sociais.
Do total de R$ 25,5 bilhões, as contribuições do Sicredi para seus associados em 2024 incluíram R$ 19,14 bilhões provenientes do BEC, R$ 3,18 bilhões do BED e R$ 3,15 bilhões de BEE. Os dados foram auditados pela Ernst & Young.
Sólido, confiável e humano
Primeira instituição financeira cooperativa do Brasil, o Sicredi mantém um desempenho crescente, que sustenta todo o sistema e avança para localidades muitas vezes desassistidas pelas instituições financeiras tradicionais. Possui mais de 2,6 mil agências e está presente fisicamente em mais de 2,1 mil cidades de todos os estados brasileiros, com atendimento próximo e consultivo feito pelos seus mais de 47 mil colaboradores. Em 2024, os ativos administrados pelo Sicredi em todo o país somaram R$ 396,8 bilhões, crescimento de 22,3% em relação a 2023. Os depósitos totais (que incluem depósitos à vista, a prazo, interfinanceiros e poupança, além de LCA e LCI) somaram R$ 268,6 bilhões, alta de 21,3% sobre o ano anterior. A carteira de crédito total, que considera os segmentos pessoas físicas, jurídicas e produtores rurais, chegou a R$ 257,6 bilhões, incremento de 22,4%.
No recorte do Mato Grosso, os números também são ascendentes. São 129 agências no Estado, para o atendimento presencial aos seus mais de 981,3 mil associados. Os ativos somaram R$ 63,6 bilhões no ano passado, expansão de 9% sobre 2023. Os depósitos totais atingiram R$ 23,4 bilhões, aumento de 6%. Com relação à carteira de crédito, o saldo em 2024 foi de R$ 37 bilhões, sendo R$ 24,2 bilhões para o segmento agro, R$ 8,7 bilhões para empresas e R$ 4 bilhões para o segmento pessoas físicas, com um total de 1.108.151. No segmento agro, 81,3% das operações são de associados da agricultura familiar, de pequenos e médios produtores rurais.
No segmento empresarial, 95% das operações são de associados de micro, pequenos e médios portes. Entre as pessoas físicas, 60% das operações são de associados com renda até R$ 4 mil.
Ano Internacional das Cooperativas
Em reconhecimento à capacidade das cooperativas de crescer e apoiar pessoas e comunidades em momentos difíceis, ajudando na recuperação social, econômica e ambiental, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, com o tema “Cooperativas constroem um mundo melhor”.
O movimento reconhece a força e a relevância do cooperativismo para a construção de um futuro mais sustentável e inclusivo. Nesse sentido, o Sicredi reforça a divulgação de seu propósito, de construir juntos uma sociedade mais próspera, e em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileira (OCB) reforçará, ao longo deste ano, o impacto positivo gerado nas comunidades onde está presente. “O Sicredi distribui resultados para os associados, investe na economia local e apoia projetos sociais. É um modelo que todos participam. E as pessoas precisam conhecer mais esse modelo, que gera benefícios para quem se associa e para toda a sociedade”, resume João Spenthof.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos 9 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, e algumas cidades de Goiás, o Sicredi está presente em 253 municípios e possui 350 agências, para o atendimento a mais de 1,5 milhão de associados.
Economia
CNI reduz previsão de crescimento do PIB
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. A revisão consta do Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado em 28 de outubro, de acordo com a CNI, via Portal da Indústria. Segundo a entidade, o ajuste para baixo se deve principalmente às perspectivas menos favoráveis para a indústria, em especial a de transformação, e para os serviços, cujos efeitos devem se sobrepor ao avanço da agropecuária e da indústria extrativa.
Indústria, serviços e agropecuária
A projeção para o PIB da indústria passou de 2% para 1,3%, a maior revisão negativa entre os setores. A CNI estima que a indústria extrativa cresça 9,1%, mas que isso não seja suficiente para compensar o enfraquecimento da indústria de transformação. A previsão de alta de 0,6%, divulgada em julho, deu lugar a uma estimativa de queda de 0,7%. A entidade cita a retração da demanda interna, a piora das condições financeiras de empresas e famílias, a entrada de produtos importados e o aumento dos custos de produção. A construção teve a projeção de alta mantida em 1,5%, com apoio da expansão do Minha Casa, Minha Vida e de investimentos em infraestrutura.
No setor de serviços, a estimativa foi reduzida de 1,9% para 1,6%, em razão do volume de serviços praticamente estável desde o fim do ano passado e da desaceleração do comércio varejista, sobretudo nos segmentos mais sensíveis ao crédito. A agropecuária foi a única a ter a projeção revista para cima, de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela revisão positiva da segunda safra de milho.
Mercado de trabalho
Apesar da desaceleração, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando a demanda. A entidade prevê alta de 1,2% na população ocupada em 2026 e queda da taxa de desemprego, hoje em 5,3%, para 5% ao fim do ano. A massa de rendimento real deve avançar 4,6% em relação ao ano passado.
Contas públicas, inflação e juros
Para as contas públicas, a CNI estima déficit primário de R$ 54,6 bilhões em 2026, equivalente a 0,4% do PIB projetado. Cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não são computados na meta de resultado primário, o que, segundo a entidade, leva a um superávit de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB) para fins de cumprimento da meta. A CNI projeta que a dívida bruta passe de 78,6% para 83,7% do PIB em um ano. As despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais e a receita líquida, 5,9%. Na inflação, a confederação projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba 5,15% no ano, ante 4,26% em 2025, com pressão de alimentos, preços administrados e serviços nos últimos meses. Com isso, prevê que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a taxa básica a 13,25% ao ano.
Para a CNI, esse patamar ainda representa juro real de cerca de 9%, quase o dobro da taxa neutra estimada em 5%, e há espaço para uma flexibilização mais rápida sem prejuízo da convergência da inflação à meta.
Segundo a PrecPago, uma das líderes em antecipação de precatórios no país, a manutenção de R$ 67,3 bilhões em precatórios fora do cálculo do resultado primário ilustra o tamanho do estoque de obrigações da União que seguem fora da dinâmica orçamentária tradicional. A empresa destaca que a combinação de juros elevados e desaceleração da atividade econômica amplia o tempo de maturação do crédito no mercado, tornando o acompanhamento do cronograma de pagamentos do Judiciário um indicador cada vez mais crítico para a previsibilidade financeira de credores e agentes econômicos no país.
Crédito e comércio exterior
De acordo com o informe, as concessões totais de crédito devem subir 5,15% em 2026, com alta de 6,4% para as empresas e de 4% para as famílias. No comércio exterior, as exportações devem crescer 10,3%, para US$ 386,7 bilhões, enquanto as importações devem somar US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%. A balança comercial deve fechar o ano com superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima do registrado em 2025.
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