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Saúde

Ypê recorre e suspende efeitos de decisão da Anvisa

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Saúde

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que havia suspendido a fabricação e comercialização de produtos da marca Ypê, está suspensa após a fabricante apresentar recurso administrativo ao órgão. 

Mesmo assim, a Anvisa mantém o alerta de risco sanitário e orienta os consumidores a não usar os 23 itens com lotes de final 1 afetados pela decisão.

Segundo a empresa, o protocolo do recurso suspende automaticamente os efeitos da medida até novo posicionamento da agência reguladora, com base artigo 17 da Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa 266/2019. 

Em nota, a Ypê afirmou que o recurso foi apresentado para reforçar os compromissos assumidos no plano de ação e conformidade da empresa, além de fornecer novos esclarecimentos técnicos à Anvisa.

Com o recurso administrativo, os produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes podem continuar sendo fabricados e comercializados até nova manifestação da Anvisa.

A empresa afirmou ainda que seguirá em diálogo permanente com o órgão regulador para buscar uma solução definitiva.

Alerta mantido

Mesmo com o efeito suspensivo da decisão, a Anvisa informou que mantém o entendimento técnico sobre os riscos identificados na linha de produção da unidade da Química Amparo, em Amparo, São Paulo. 

A agência destacou que o julgamento definitivo do recurso pela Diretoria Colegiada deve ocorrer nos próximos dias.

Enquanto isso, o órgão orienta que os consumidores não utilizem os produtos envolvidos “por segurança”.

Segundo a Anvisa, cabe à empresa orientar consumidores sobre:

  •     recolhimento;
  •     troca;
  •     devolução;
  •     ressarcimento;
  •     demais medidas necessárias.

As informações devem ser prestadas por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante.

Entenda

Na quinta-feira (7), a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição e comercialização de diversos produtos fabricados pela unidade da Química Amparo, responsável pela marca Ypê. 

Segundo a agência, a medida foi tomada após avaliação de risco sanitário identificar “falhas graves na produção”.

Entre os problemas apontados estão:

  •     falhas no controle de qualidade;
  •     descumprimentos em etapas críticas da fabricação;
  •     problemas nos sistemas de garantia sanitária.

A agência afirmou que essas exigências são fundamentais para garantir a segurança dos consumidores.

Lotes afetados

A decisão da Anvisa atinge apenas produtos com lotes terminados no número 1. A relação completa foi publicada na Resolução nº 1.834/2026 no Diário Oficial da União.

Recall voluntário

A Ypê informou que já havia iniciado, em novembro de 2025, um recolhimento voluntário de alguns lotes de lava-roupas líquidos após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos específicos.

Na ocasião, a empresa divulgou orientações aos consumidores sobre possíveis riscos à saúde e os procedimentos para troca ou devolução dos produtos.

A Anvisa informou que as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar a fiscalização para impedir a circulação de lotes considerados irregulares.

O órgão também recomendou que consumidores verifiquem a numeração dos lotes antes do uso dos produtos.

Os produtos de lotes de final 1 que tiveram a comercialização suspensa na quinta-feira foram os seguintes:

  •     Lava Louças Ypê Clear Care
  •     Lava Louças com enzimas ativas Ipê
  •     Lava Louças Ypê
  •     Lava Louças Ypê Clear Care
  •     Lava Louças Ypê Toque Suave
  •     Lava Louças concentrado Ypê Green
  •     Lava Louças Ypê Clear
  •     Lava Louças Ypê Green
  •     Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  •     Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
  •     Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  •     Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  •     Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
  •     Lava Roupas Líquido Ypê Express
  •     Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
  •     Lava Roupas Líquido Ypê Premium
  •     Lava Roupas Tixan Maciez
  •     Lava Roupas Tixan Primavera
  •     Desinfetante Bak Ypê
  •     Desinfetante de uso geral Atol
  •     Desinfetante Perfumado Atol
  •     Desinfetante Pinho Ypê
  •     Lava roupas Tixan Power ACT 

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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