Saúde
Vacina contra influenza já está disponível nas unidades de saúde de Várzea Grande
Saúde
A orientação é que o público-alvo procure a unidade de saúde mais próxima de casa, portando documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação
A vacina contra a influenza já está disponível em todas as unidades básicas de saúde de Várzea Grande. Ao todo, o município recebeu 17 mil doses do imunizante, sendo que 7.200 já foram distribuídas para abastecer as unidades e garantir o início da imunização.
A aplicação das doses ocorre em 24 unidades de saúde. Duas delas funcionam de forma integrada em razão de reformas: a unidade do bairro Capão Grande, que está atendendo anexa à unidade do 24 de Dezembro, enquanto a unidade do Unipark realiza os atendimentos em conjunto com a unidade do Parque do Lago.
Neste primeiro momento, a vacinação é destinada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Estão incluídas crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes e puérperas. Também fazem parte do público-alvo povos indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades ou deficiência, além de profissionais das forças de segurança.
A estratégia também contempla adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, população privada de liberdade e pessoas em situação de rua, reforçando a importância da proteção dos grupos mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus da gripe.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valadares, a imunização é essencial para prevenir casos graves da doença. “A vacina contra a influenza é segura e eficaz, e tem um papel fundamental na redução de internações e complicações. Por isso, é importante que o público prioritário procure uma unidade de saúde e se vacine”, destacou.
A orientação é que o público-alvo procure a unidade de saúde mais próxima de casa, portando documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação.
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Saúde
SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele
Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.
Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).
O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.
A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.
“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.
O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.
“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.
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