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Saúde

Sesi promove vacinação de trabalhadores nas indústrias

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O Serviço Social da Indústria (SESI) – em parceria com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde – está vacinando os funcionários das indústrias em seus locais de trabalho nesta sexta-feira (15). 

A ação faz parte do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e ocorre em todo o país. A finalidade é ampliar a cobertura vacinal entre profissionais da indústria e fortalecer a prevenção de doenças nos ambientes de trabalho.

Serão aplicadas vacinas contra influenza (gripe), difteria e tétano (dT adulto), sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), hepatite B e febre amarela. 

O serviço é ofertado em unidades industriais, unidades do SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha.

Segundo o Sesi, a mobilização integra o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a entidade e o Ministério da Saúde para ampliar o acesso à imunização e facilitar a vacinação diretamente nos ambientes de trabalho. 

O diretor-superintendente do Sesi, Paulo Mol, ressaltou que a medida aproxima o cuidado com a saúde da rotina do trabalhador.

Além disso, amplia o acesso, a adesão e a conscientização sobre a importância da prevenção. “A dinâmica do dia a dia dificulta a busca pelos serviços de saúde.”

“Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo.”

Números

A expectativa para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas em trabalhadores da indústria em todo o país. Em 2025, a mobilização registrou a aplicação de 19.735 doses. 

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, destacou que o Dia D de Vacinação da Indústria reforça a importância de aproximar as políticas públicas de saúde do cotidiano dos trabalhadores.

“Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida. Cuidar da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras é também cuidar do Brasil”, frisou.

De acordo com o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Éder Gatti, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de proteção. 

Ele reforçou ainda que as vacinas são reconhecidas mundialmente como estratégias eficazes para preservar a saúde das pessoas e continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes por diversas doenças.

“Além disso, contribuem significativamente para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. No Brasil, o Ministério da Saúde tem investido para ampliar, cada vez mais, o acesso da população à imunização.”

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

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Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

Fonte: EBC Saúde

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