Saúde
Secretária de Saúde de Várzea Grande participa da abertura de congresso estadual e destaca fortalecimento do SUS
Saúde
A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, participou, na noite desta terça-feira (13), da solenidade de abertura do III Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso. O evento foi realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.
O congresso marca os 40 anos do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT) e tem como tema “40 anos de compromisso com o SUS”.
A cerimônia reuniu autoridades estaduais e municipais, entre elas o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta; o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo; o ex-secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo; representantes do Ministério da Saúde; além de gestores municipais de diversas regiões.
Durante a abertura, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Mohamad Hamida, destacou o protagonismo dos municípios na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O SUS de Mato Grosso tem o protagonismo dos secretários e secretárias municipais. É a dedicação de vocês que faz a saúde acontecer, promove o bem-estar da população e salva vidas diariamente nos 142 municípios do Estado”, afirmou.
O presidente do Cosems-MT e secretário municipal de Saúde de Nova Ubiratã, Marco Antônio Norberto Felipe, ressaltou a trajetória histórica da instituição e o pioneirismo de Mato Grosso na defesa da saúde pública municipalizada.
“Somos o primeiro conselho fundado no Brasil. Antes mesmo do SUS existir oficialmente, já havia, neste Estado, pessoas que compreendiam a necessidade de dar voz aos municípios”, pontuou.
Já o governador em exercício, Otaviano Pivetta, reforçou a importância da atuação municipal dentro do sistema público de saúde.
“Quero reconhecer a importância insubstituível dos municípios dentro do pacto do SUS. Agradeço pela dedicação dos profissionais que atendem diariamente a população, especialmente os mais vulneráveis”, declarou.
Para a secretária Valéria Nogueira, o congresso representa um espaço essencial de troca de experiências e fortalecimento da gestão pública em saúde.
“Celebrar os 40 anos do Cosems é reconhecer uma trajetória marcada por compromisso e dedicação à saúde pública. O SUS é construído diariamente por profissionais que se dedicam ao cuidado da população, e momentos como este fortalecem ainda mais essa missão”, destacou.
A programação do congresso segue nos próximos dias, com palestras, painéis técnicos e debates voltados ao aprimoramento da gestão da saúde nos municípios mato-grossenses.
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Saúde
SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele
Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.
Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).
O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.
A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.
“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.
O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.
“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.
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