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Saúde

São Paulo confirma dois novos casos de sarampo

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Saúde

Dois novos casos de sarampo na capital foram confirmados hoje (09) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Os dois casos se referem a crianças com menos de dois anos de idade.

Com as duas confirmações, o estado paulista já soma 30 casos da doença somente neste ano. Desse total, 22 pessoas não tinham sido vacinadas contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.

Por causa do aumento de casos, em agosto foi realizada uma campanha ampla de vacinação em Guarulhos e São Bernardo do Campo, cidades que concentraram as notificações da doença. Segundo a secretaria, mais de 2,5 milhões de doses da vacina chegaram a ser aplicadas no estado paulista somente no mês de agosto.

Diante do cenário epidemiológico, a secretaria recomendou que a população paulista continue se vacinando contra a doença. A orientação é que a população do estado procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência para verificar a situação vacinal e atualizar a imunização.

Segundo a secretaria, a vacinação contra o sarampo é indicada para:

Crianças

  • Aos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo
  • Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo

Pessoas de 15 meses a 29 anos

  • Devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Pessoas de 30 a 59 anos

  • Devem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada na caderneta.

Trabalhadores da saúde

  • Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Dose zero para bebês

A dose zero da vacina tríplice viral continua sendo aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A dose zero também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.

A dose zero não substitui as doses previstas no calendário. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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