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Saúde

São Paulo amplia público-alvo da vacinação contra a dengue

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Saúde

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo ampliou, nesta segunda-feira (4), o público-alvo da vacinação contra a dengue. Agora, todos os profissionais da saúde e também pessoas com 59 anos de idade podem receber o imunizante do Instituto Butantan (Butantan-DV).

A vacinação também segue disponível para trabalhadores da atenção primária e adolescentes entre 10 a 14 anos. Para os adolescentes, a vacinação ocorre em esquema de duas doses com o imunizante QDenga.

Os públicos elegíveis podem se vacinar nas unidades básicas de Saúde (UBSs) de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas assistências médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas, no mesmo período, além de sábados e feriados.

“A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves e óbitos por dengue, por isso é fundamental que os profissionais da saúde aproveitem essa oportunidade para se vacinar contra a doença”, destaca a Coordenadora da Vigilância em Saúde da capital, Mariana Araújo.

De acordo com a secretaria, desde o início da imunização dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, em 9 de fevereiro, foram aplicadas 17.835 doses da vacina. Entre os adolescentes, foram aplicadas 930.771 doses, sendo 567.572 primeiras doses, e 363.199 segundas doses.

Eficácia

O Instituto Butantan informa que os profissionais da saúde que já foram vacinados contra a dengue não apresentaram sintomas sérios e nem precisaram ser hospitalizados devido à doença. 

Por causa disso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

Em março, o centro de pesquisa científica publicou dados que indicam que o imunizante permanece eficaz contra a dengue por, pelo menos, cinco anos após a aplicação.

A vacina contra a dengue foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado.

* Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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