Saúde
Rio: nova enfermaria abre 90 vagas mensais no Hospital Cardoso Fontes
Saúde
O Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, ganhou nesta terça-feira (30) uma nova enfermaria da Unidade de Pacientes Internos (UPI). A estrutura foi modernizada para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer mais conforto aos pacientes e melhores condições de trabalho às equipes de saúde.

Com a nova ala, a unidade poderá realizar cerca de 90 internações mensais a mais nas especialidades clínicas e cirúrgicas. O espaço conta com salas de repouso, reuniões médicas, preparo de medicações, posto de enfermagem e área administrativa.
A entrega, feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a reestruturação do Hospital Federal Cardoso Fontes, cuja gestão foi descentralizada para a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro em dezembro de 2024. Nos cinco primeiros meses de 2026, a unidade registrou mais de 216 mil procedimentos ambulatoriais, 91 mil exames, 3.360 internações e 1.670 cirurgias.
A taxa de ocupação dos leitos passou de 63%, em 2024, para 98%, em 2025, segundo o Ministério da Saúde.
As ações fazem parte da recuperação da rede federal de saúde no estado, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Desde a reabertura do Centro de Emergência Regional (CER), que funciona 24 horas, o hospital realizou mais de 17 mil atendimentos, recebeu dois tomógrafos — um deles adaptado para pacientes obesos — e reforçou o quadro de profissionais.
Saúde
Dia D atualiza vacinação infantil e reforça alerta contra sarampo
Foi sem medo de agulha que o estudante Noam Medeiros, de 10 anos, levantou a camisa e ofereceu o braço para as duas vacinas que faltavam para ele ficar com a caderneta de vacinação em dia, neste sábado (22) – o Dia D da Campanha Multivacinação.

“Já fiquei internado, tendo de tirar sangue várias vezes. Já estou acostumado. Foi tudo tranquilo”, disse o estudante que, levado pela mãe, a bancária Ana Paula Medeiros, 45, se dirigiu à Unidade Básica de Saúde da 612 Sul, em Brasília.
Segundo Ana Paula, toda a família está conscientizada do quão importante são as vacinas.
“Viemos todos, após vermos a campanha na TV. Sabemos que a vacina é importante para nos prevenir de muitas doenças”, disse a bancária.
Mobilização nacional
Quem também se vacinou no mesmo posto de saúde foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Hoje é dia de mobilização nacional. Todos os municípios e todos os estados responderam ao chamado do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais. É o dia de atualização da vacina das crianças. É uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas as 17 que estão no calendário infantil obrigatório”, disse o ministro ao chegar no local.
Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), que amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites. O imunizante é indicado para crianças menores de 5 anos.
Alerta contra o sarampo
Padilha aproveitou a presença da imprensa para fazer um alerta sobre a necessidade de se dar atenção especial à vacina contra o sarampo para pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos e para quem trabalha em locais que recebem muitos turistas, como restaurantes, hotéis, pousadas, rodoviárias, aeroportos, táxis e transporte por aplicativos.
“Há muitos países que estão cortando vacina de criança, assumindo o discurso anti-vacina. Por isso tem ocorrido surtos de doenças que nem deveriam existir mais”, disse ele ao manifestar preocupação com a possibilidade de algum turista trazer doenças que já foram erradicadas do Brasil.
Ele lembrou que o Brasil reconquistou o título de país livre do sarampo em 2024.
“Mas, como está tendo um grande surto de sarampo nos Estados Unidos (que atingiu o Canadá e o México), ano passado a gente teve 38 casos importados. Eles só não viraram surto no Brasil por conta do esforço de vacinação do SUS”, argumentou.
Caderneta vacinal em dia
“Vamos garantir essa cobertura para que não aconteça o surto que começou em São Paulo em 2019. Quando começou, eles não controlaram [a doença] naquele [primeiro] momento. Chegou a ter 20 mil casos de sarampo em São Paulo, o que levou o Brasil a perder, na época, o certificado de país livre do sarampo”.
A preocupação de evitar um mal maior levou também ao posto de saúde a aposentada Lúcia Araújo, de 91 anos.
“Foi bem rápido aqui. Menos de 10 minutos. Venho religiosamente nos dias de vacinação porque é mais uma segurança que dou à minha saúde. Minha caderneta de vacina está sempre em dia”, comemorou a aposentada.
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