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Saúde

Ministério da Saúde inaugura hospital de alta complexidade no Maranhão

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta terça-feira (23) da inauguração do Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT), em Imperatriz (MA). Na ocasião, Padilha anunciou um incremento de R$ 41,3 milhões por ano no teto de Média e Alta Complexidade (MAC) do Maranhão, que assegura o custeio dos 153 leitos da unidade e amplia a capacidade da rede estadual para atender casos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Isso significa mais capacidade de atendimento, mais cirurgias, mais internações e uma resposta mais rápida às necessidades da população, ampliando o acesso à média e à alta complexidade e fortalecendo o SUS no Maranhão, em uma parceria sólida entre o governo federal, o estado e os municípios”, afirmou Padilha.

O ministro participou da inauguração do hospital ao lado do governador do Maranhão, Carlos Brandão. A nova unidade, que vai atender a pacientes da região Tocantina, no sul do Maranhão, tem perfil assistencial voltado à alta complexidade e oferta especialidades como cirurgia geral, neurocirurgia, cirurgia de cabeça e pescoço, cardiologia, gastroenterologia, proctologia, bucomaxilofacial e radiologia intervencionista.

O hospital conta com 153 leitos, sendo 120 de enfermaria e 33 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dos quais 20 são adultos e 13, pediátricos. Além disso, há sete salas cirúrgicas, leitos de isolamento, centro cirúrgico com múltiplas salas, ambulatórios com consultórios especializados e uma ampla estrutura de Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, como angiotomografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia e hemodinâmica.

O governador do maranhão destacou que uma das primeiras ações do hospital vai ser a realização de um mutirão de cateterismo para atender à população.

“Isso vai diminuir as procissões de ambulâncias que se dirigiam a São Luís. Agora, nós vamos ter um hospital que vai fazer cerca de 400 cirurgias por mês, vai fazer exame, vai fazer diagnósticos… temos aqui os melhores equipamentos de todo o Brasil”, disse.

Durante a inauguração, Padilha ressaltou que o hospital está sendo preparado para realizar transplantes, etapa considerada estratégica para a qualificação da assistência de alta complexidade no estado.

“Este hospital representa um marco para a saúde do sul do Maranhão. É um salto real na qualidade da assistência, com estrutura moderna para cirurgias, leitos de UTI, atendimento de urgência e emergência e a perspectiva de implantação de transplantes”, afirmou.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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