Saúde
Menos de um terço do grupo prioritário buscou vacina contra influenza
Saúde
Até esta segunda-feira (9), menos de um terço da população considerada prioritária para a vacinação contra a influenza procurou os postos de saúde em Várzea Grande. De acordo com dados atualizados do painel do Ministério da Saúde, apenas 19,56 mil pessoas receberam a dose do imunizante, o que representa 28,69% do público estimado em 68,18 mil integrantes dos grupos de risco.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destaca que a pasta vem intensificando as ações de conscientização, busca ativa e vacinação volante para ampliar a cobertura vacinal. Segundo ela, o cenário é preocupante devido ao aumento dos casos de doenças respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
“Desde o início da campanha nacional estamos alertando a população sobre a importância da imunização. A vacina é uma ferramenta fundamental para evitar complicações e reduzir casos graves das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs)”, enfatizou.
A campanha nacional de vacinação contra a influenza começou em 28 de março e teve seu período inicial encerrado em 30 de maio. No entanto, o Ministério da Saúde ainda não autorizou a ampliação da imunização para toda a população. Assim, as doses continuam disponíveis nas 25 unidades de saúde do município exclusivamente para os grupos prioritários.
Fazem parte desse público crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde e da educação, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e pessoas em situação de rua.
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Várzea Grande, Maria José Neves, explica que a antecipação da campanha ocorreu devido à circulação precoce do vírus influenza no país e ao aumento expressivo dos casos graves registrados desde o início do ano.
“Temos observado uma grande procura pelas unidades de pronto atendimento e serviços de urgência, principalmente por conta de problemas respiratórios. Crianças e idosos estão entre os pacientes que mais buscam assistência médica neste período”, ressaltou.
Maria José reforça ainda que é necessário ampliar a cobertura vacinal para alcançar a chamada imunidade coletiva, conhecida como efeito rebanho. Conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as vacinas atuais contra a influenza podem reduzir hospitalizações entre 30% e 40% nos adultos e alcançar efetividade de até 75% entre crianças.
“O Ministério da Saúde estabelece como meta alcançar 100% de cobertura vacinal entre crianças e idosos para garantir maior proteção coletiva”, explicou.
A secretária Valéria Nogueira reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra surtos, agravamentos da doença e internações.
“As vacinas são seguras, eficazes e estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde. Manter a caderneta de vacinação atualizada é um compromisso individual que contribui para a proteção de toda a comunidade”, concluiu.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a liberação da vacina contra a influenza para toda a população depende de uma determinação do Ministério da Saúde, que ainda não definiu uma data para a ampliação da campanha.
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Saúde
Butantan mantém estudo sobre vacina da dengue em idosos
O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto. 

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.
A Região Sul do país foi escolhida pela baixa incidência da doença. A maior parte das vagas para voluntários é para pessoas entre 60 e 79 anos. Os testes clínicos serão realizados ao longo de um ano, em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba.
O imunizante teve suspensão de sua aplicação na população, para estudo de casos pontuais em que houve reações adversas graves, com dois óbitos.
“A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica”, declarou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan, à AgênciaSP, agência estadual de notícias paulista.
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