Saúde
Guarda Municipal leva conscientização a crianças em Cuiabá
Saúde
A Guarda Municipal de Várzea Grande reforçou, nesta quinta-feira (11), seu compromisso com a proteção da infância ao promover mais uma edição do projeto “A Arte de Proteger”, desta vez no Projeto Zoe, desenvolvido pela Igreja Maanaim, no bairro Coophema, em Cuiabá. A iniciativa levou informação, conscientização e momentos de interação para as crianças atendidas pelo programa de alfabetização da instituição.
Durante toda a manhã, a equipe da Guarda Municipal realizou atividades educativas e recreativas voltadas à campanha nacional “Faça Bonito”, que mobiliza a sociedade no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Por meio de apresentações com teatro de fantoches e dinâmicas participativas, os alunos receberam orientações sobre autocuidado, respeito, proteção pessoal e a importância de procurar ajuda de adultos de confiança diante de situações que possam representar riscos.
A abordagem lúdica contribuiu para que os conteúdos fossem assimilados de forma leve e adequada à faixa etária, estimulando a participação ativa das crianças, que interagiram com os personagens e demonstraram interesse pelos temas apresentados.
Com mais de duas décadas de atuação, o projeto “A Arte de Proteger” se consolidou como uma importante ferramenta de aproximação entre a Guarda Municipal e a comunidade, utilizando a educação preventiva como instrumento de transformação social. A ação realizada no Projeto Zoe fortalece a rede de proteção à infância e reafirma o papel da instituição na promoção da cidadania, do respeito e de uma cultura de paz.
Ao expandir suas atividades para além dos limites de Várzea Grande, o projeto amplia seu alcance e contribui para a formação de crianças mais conscientes, informadas e preparadas para identificar e denunciar situações de violência, fortalecendo a proteção dos direitos da infância e adolescência.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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