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Saúde

Guarda Municipal apreende motocicleta furtada e conduz adolescente à Central de Flagrantes

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A Guarda Municipal de Várzea Grande (GMVG) deteve, na tarde desta sexta-feira (01), um adolescente de 17 anos que conduzia uma motocicleta com registro de furto na cidade de Cuiabá. A abordagem ocorreu durante patrulhamento ostensivo e preventivo na região do bairro Santa Isabel, na Avenida José Luís da Silva.

Conforme relato da guarnição, o jovem foi avistado conduzindo uma motocicleta sem placa de identificação, em desacordo com a legislação de trânsito. Diante da situação, foi dada ordem de parada, prontamente acatada pelo condutor.

Durante a abordagem, o adolescente informou não portar documentos pessoais e afirmou não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Foi realizada busca pessoal, não sendo localizado nenhum material ilícito.

Na vistoria do veículo, os agentes constataram que a motocicleta apresentava sinais identificadores suprimidos, como numeração de chassi e motor, impossibilitando a identificação imediata. Diante da suspeita de irregularidade e possível crime de supressão de sinal identificador de veículo automotor, o jovem foi conduzido à Central de Flagrantes de Várzea Grande para as providências cabíveis.

A condução ocorreu sem o uso de algemas, uma vez que não houve resistência, tentativa de fuga ou risco à integridade física dos envolvidos, sendo garantidos os direitos constitucionais e a integridade do conduzido.

Já na unidade policial, após consultas realizadas por meio do sistema informatizado oficial da Polícia Judiciária Civil, foi possível identificar o adolescente e confirmar os dados do veículo. A motocicleta foi identificada como uma Honda/CG 150 Fan, com registro de furto ocorrido no dia 29 de abril de 2026, na Rua Argentina, bairro Ribeirão da Ponte, em Cuiabá.

O adolescente permaneceu à disposição da autoridade policial e o veículo foi apreendido e apresentado para os procedimentos legais.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

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Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

Fonte: EBC Saúde

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