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Saúde

Governo e prefeitura entregam novas estruturas a hospitais do Rio

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, entregaram, nesta quinta-feira (4), as novas instalações dos hospitais federais do Andaraí e Cardoso Fontes. As inaugurações marcam um ano da gestão compartilhada entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

No início da visita, Padilha conversou com funcionários do Hospital do Andaraí sobre o novo funcionamento da unidade. Ele também agradeceu as equipes que atuam na chegada dos pacientes. “O pessoal que está na portaria é a primeira porta que se abre. Se começa mal o atendimento, [o paciente] fica pior. Então, primeiro, [quero] agradecer o trabalho de vocês e reforçar o papel que terão para orientar o público”, acentuou.

Ele destacou, a seguir, que a unidade retoma seu papel histórico: “Esse hospital durante muitos anos sempre foi uma referência para a região e para o Rio de Janeiro. Temos a alegria de vê-lo voltar a ser essa referência.” Ele também lembrou entregas recentes, como a reestruturação do setor de queimados.

Ainda durante a conversa com os trabalhadores, Padilha comparou o processo de recuperação da rede federal a uma reestruturação esportiva.

“O que nós estamos fazendo nos hospitais federais do Rio é igual ao que o Flamengo teve que fazer. Primeiro, fez a grande reestruturação; depois, começa a ganhar títulos. Agora, é só ser campeão aqui no Rio de Janeiro com os novos hospitais federais”, frisou.

Entre as novidades, o Centro de Emergência Regional (CER) do Andaraí passa a funcionar em área definitiva no primeiro andar. O espaço inclui salas de classificação de risco, consultórios, salas de curativo e ambientes de acolhimento e medicação.

O ministro destacou, ainda, a ampliação do atendimento. “Começa a funcionar a partir de hoje à noite, 24 horas por dia, a nova emergência no Hospital do Andaraí. E a gente inaugura na próxima segunda-feira a nova emergência pediátrica”, anunciou.

Refeições

A unidade também reativou o restaurante hospitalar, fechado há 12 anos. Com capacidade para produzir mais de três mil refeições por dia, o setor atenderá pacientes, acompanhantes e profissionais.

Com a reestruturação, o Hospital do Andaraí passa a ter capacidade para 167 mil atendimentos anuais. Em 2024, ele recebeu um acelerador linear para radioterapia, permitindo atender 600 novos casos de câncer.

Ao todo, foram investidos mais de R$ 910 milhões na requalificação dos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes. Desse total, R$ 610 milhões vieram do teto MAC (Média e Alta Complexidade), R$ 200 milhões foram destinados ao Andaraí e R$ 100 milhões ao Hospital Cardoso Fontes. 

O ministro da Saúde explicou que os recursos fazem parte de um conjunto maior de ações na rede federal. “Estamos investindo R$ 1,2 bilhão na reestruturação dos hospitais federais, incluindo Andaraí, Cardoso Fontes, Bonsucesso, Lagoa, Ipanema e outros institutos”, detalhou.


Rio de Janeiro (RJ), 06/11/2025 – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visita o Hospital Federal do Andaraí. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ministro Alexandre Padilha explicou a importância das obras para a população do Rio de Janeiro – Foto: Fernando Frazão – Agência Brasil

Durante a visita, o ministro da Saúde anunciou a aprovação de financiamento internacional. “A presidenta Dilma me ligou informando a aprovação do financiamento do Banco dos Brics: R$ 1,7 bilhão para modernizar hospitais, ampliar UTIs e trazer novas tecnologias”, finalizou. Dilma preside hoje o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos Brics).

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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