Saúde
GMVG e órgãos municipais reforçam fiscalização contra poluição sonora
Saúde
Saldo da ação: 96 pessoas e seis veículos foram abordados, uma pessoa foi detida por desacato e cinco notificações de trânsito, três notificações da Vigilância Sanitária, duas notificações da Gestão Fazendária Municipal, uma notificação da Secretaria de Meio Ambiente, quatro notificações e uma advertência do Conselho Tutelar
A Guarda Municipal de Várzea Grande coordenou mais uma edição da Operação Sossego Azul, realizada para coibir a poluição sonora, garantir a ordem pública e assegurar a segurança da população, nesse último fim de semana.
Conforme a GMVG, foi realizada a fiscalização em quatro estabelecimentos comerciais, sendo que 96 pessoas e seis veículos foram abordados. Durante a fiscalização, uma pessoa foi detida por desacato e cinco notificações de trânsito foram emitidas, três notificações da Vigilância Sanitária, duas notificações da Gestão Fazendária Municipal, uma notificação da Secretaria de Meio Ambiente, quatro notificações e uma advertência do Conselho Tutelar.
O comandante da Guarda Municipal, inspetor GM Juliano Lemos, pontua que as ações fiscalizatórias tiveram como foco o cumprimento das normas sanitárias, ambientais, fazendárias e de postura municipal, garantindo que os estabelecimentos funcionassem dentro da legalidade.
“O número expressivo de abordagens reforça o compromisso das equipes com a redução de riscos e a garantia da tranquilidade pública. As ações integradas e coordenadas dos órgãos cumpriram integralmente seus objetivos, reforçando o compromisso de todos os agentes envolvidos com a manutenção da ordem pública e o bem-estar da comunidade. A atuação entre as forças de segurança e os órgãos de fiscalização demonstraram eficiência, garantindo respostas mais rápidas, maior sensação de segurança e redução de práticas irregulares, especialmente aquelas relacionadas”, disse Lemos.
Além da Guarda Municipal, participaram da ação: Secretaria de Gestão Fazendária de Várzea Grande; Secretaria Municipal de Serviços Públicos; Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável; Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Tutelar e Polícia Militar.
O munícipe, caso tenha alguma denúncia, pode acionar a Guarda Municipal pelo número 153.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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