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Saúde

“ExpoVG é um novo início, um divisor de águas para a economia de Várzea Grande”, afirma CDL

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Saúde

A retomada da ExpoVG, após 21 anos, já movimenta fortemente o comércio de Várzea Grande. A um dia da abertura oficial do evento, lojistas de diversos bairros relatam aumento significativo nas vendas, especialmente nos setores de confecções e artigos ligados ao estilo sertanejo, como botas, chapéus e acessórios.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL-VG), Luis Roberto, o impacto positivo já é perceptível nas ruas e representa um “novo começo” para a economia do município.

“A ExpoVG incrementa muito as vendas, principalmente no setor de moda. Estamos no início do mês, período em que as pessoas já buscam adquirir botas, calças, chapéus, lenços — tudo que faz parte da cultura sertaneja, que é maravilhosa. Isso está gerando uma injeção muito significativa na economia”, destacou.

Luis Roberto afirma que o comércio vive um verdadeiro “superaquecimento”, com aumento expressivo no fluxo de consumidores já neste início de maio e expectativa de crescimento ainda maior durante os quatro dias de evento.

“As lojas de confecções já estão bem aquecidas. Houve um aumento considerável e até surpreendente nas vendas. A projeção é positiva. O termômetro nas ruas é muito bom — é praticamente uma novidade”, completou.

Para o presidente da CDL, o retorno da ExpoVG marca um divisor de águas e deve fortalecer não apenas Várzea Grande, mas toda a Baixada Cuiabana, atraindo visitantes e consumidores de diferentes municípios.

“Nós, de Várzea Grande, não vendemos apenas para o município. Existe uma ligação muito forte com a Baixada Cuiabana, um verdadeiro cordão umbilical que nunca será rompido. Por isso, precisamos atrair também esse público”, pontuou.

Além do impacto imediato nas vendas, Luis Roberto acredita que a feira inaugura uma nova fase de desenvolvimento econômico, com reflexos positivos também nos próximos anos.

“É uma nova fase, um novo começo. A edição de 2026 deve gerar um grande incremento, e o termômetro para o próximo ano tende a ser ainda mais aquecido”, afirmou.

A ExpoVG marca o retorno da tradicional feira após mais de duas décadas, com estrutura grandiosa e programação voltada ao entretenimento, ao fortalecimento da economia e à retomada do protagonismo industrial do município. O palco principal, com 16 metros de altura e 60 metros de largura, reforça a dimensão do evento, que promete atrair milhares de pessoas ao longo dos quatro dias.

Além dos shows nacionais e regionais, a programação inclui exposições, fóruns e painéis voltados a pequenos e médios produtores, apresentação de maquinários, rodeio, gastronomia e ações estratégicas de incentivo à atração de investimentos e ao fortalecimento do setor produtivo.

Outro destaque é a Feira da Família, voltada à valorização da agricultura familiar, ampliando a visibilidade do potencial produtivo local e as oportunidades de comercialização, em alinhamento às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O município participa como parceiro institucional do evento, oferecendo suporte logístico e apoio organizacional, sem repasse financeiro. Os shows serão viabilizados por meio de emendas parlamentares, garantindo que o evento não gere impacto direto no orçamento municipal.

Programação de shows da ExpoVG 2026

14 de maio (quinta-feira)

  • Natanzinho Lima
  • Jero Neto
  • Boy Munhoz

15 de maio (sexta-feira – feriado e aniversário da cidade)

  • Lauana Prado
  • Bruno Vinícius
  • Banda Novo Som

16 de maio (sábado)

  • Maiara & Maraisa
  • Fernanda Leite
  • João Felipe
  • Júnior & Morais

17 de maio (domingo)

  • Os Federais
  • Ricco & Léo
  • Cris Campelo
  • Júnior & Morais
  • Show católico e atrações culturais

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

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O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%. 

Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relação a 2024 e são o menor número desde 1978.

“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17), após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

Os números resultam do início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), usado em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária, como também, com a ampliação do diagnóstico, além da oferta de testes e tratamento adequado.

A tafenoquina, considerada pelo ministério como um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS, foi incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais. O medicamento usado em dose única tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. 

Até junho de 2026, a tafenoquina foi incluída no tratamento de mais de 33,7 mil pessoas. Entre os pacientes, 3.920 dos tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

“[Em 2025] tivemos redução de mais de 40% de redução em terra indígena, mais de 40% de malária em áreas de assentamento rural e em assentamentos na região amazônica brasileira, que é uma das maiores em incidência de casos de malária. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina, que é uma nova medicação para o tratamento da malária”, informou o ministro.

Indígenas

Conforme os dados do Ministério da Saúde, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami 1.515 pessoas receberam tratamento com o medicamento. Segundo o Ministério da Saúde, entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. 

Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Segundo o ministro, o território Yanomami foi a primeira área indígena em que foi aplicado o medicamento no tratamento contra a malária. 

“Conseguimos felizmente interromper o verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami. Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos por malária. Isso não só com as ações combinadas contra a malária, mas com a recuperação nutricional daquele povo”, disse Padilha.

A tafenoquina também está disponível em uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos, desde março de 2026. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes receberam este tratamento no país.  

Sarampo

Padilha disse ainda que também está havendo um reforço de vacinação contra o sarampo em todo o Brasil após o registro de 38 casos importados da doença identificados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. “Nesse momento temos reforçado a vacinação de sarampo em todo o Brasil”, comentou.

“Não à toa em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Em 2025, mesmo com os 38 casos importados, por causa da vacinação não perdemos o certificado [o certificado de país livre de sarampo]”, relatou.

Conforme o ministro, em 2019 o Brasil perdeu o certificado por falta de ações de controle da doença que resultaram em casos de sarampo em Guarulhos, São Bernardo e São Paulo. A capital, segundo ele, chegou a ter 20 mil registros naquele momento. Nessas cidades, a faixa vacinal foi ampliada. 

“Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo estamos vacinando todos a partir de 6 meses a 59 anos independente se foram vacinados ou não ou de checar a carteira de vacinação. Já ultrapassamos 70 mil pessoas vacinadas na cidade de São Paulo”, afirmou.

Padilha informou que os casos importados de sarampo nas três cidades tinham cepas que circularam nos Estados Unidos e no Canadá. “O continente americano desde 2025 vem tendo uma explosão de casos na América do Norte. Os Estados Unidos, Canadá e México são responsáveis por mais de 75% dos casos no continente americano”, concluiu.

Fonte: EBC Saúde

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