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Saúde

EBC tem quatro jornalistas entre os finalistas do prêmio +Admirados

Publicado em

Saúde

A Agência Brasil e quatro jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foram reconhecidas como as mais admiradas no país pelo Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar de 2026. A lista dos profissionais e veículos selecionados foi divulgada nesta terça-feira (28). 

A Agência Brasil está entre as três agências de notícias mais admiradas ao lado da Agência da Fiocruz e da Agência Fapesp. 

As repórteres da Agência Brasil Tâmara Freire e Paula Laboissière e a jornalista da Radioagência Patrícia Serrão estão entre os 25 profissionais mais admirados. 

Também da Radioagência, a jornalista Raíssa Saraiva e Paula Laboissière, que acumula duas indicações no prêmio, estão entre as três jornalistas mais admiradas da região Centro-Oeste. 

“Esse prêmio é muito importante porque ele é construído com a contribuição de nossos pares, e com a chancela de uma instituição de grande prestígio, que é o Hospital Albert Einsten. A presença de tantos repórteres da EBC mostra que somos vistos com respeito e admiração por colegas jornalistas e assessores, o que é um grande indicativo da qualidade do nosso trabalho”, diz . 

Confira a lista dos premiados na edição de 2026. 

Premiação 

O Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar é uma iniciativa do Einstein Hospital Israelita, organizada pelo Jornalistas&Cia e pelo Portal dos Jornalistas. A premiação reconhece a atuação de profissionais e veículos de comunicação na divulgação de informações sobre saúde, ciência e bem-estar. 

O prêmio homenageia 36 jornalistas nas categorias Geral, que reconhece os TOP 25 +Admirados do Ano, Regionais (que contempla os mais votados nas cinco regiões do Brasil), Colunista e Jornalista Especializado em Ciência.

Segundo a organização do prêmio, esta foi uma edição dominada pelas mulheres, que garantiram 83% das posições entre todos os vencedores, com 30 das 36 indicações.

A cerimônia de premiação será dia 17 de novembro, em São Paulo. Além das homenagens a todos os jornalistas e veículos premiados, serão conhecidos os TOP 5 +Admirados Jornalistas do Ano e os primeiros colocados das 14 categorias.

Reconhecimento 

Para as jornalistas da EBC, a premiação é um importante reconhecimento. 

“A representatividade importa muito, e ver a mim e a Raíssa, duas jornalistas com doenças raras, chegarmos a esse reconhecimento pelo trabalho que fazemos no VideBula é muito significativo. É uma conquista que vai além de nós duas e fortalece toda a comunidade rara, mostrando a importância de termos pessoas com doenças raras ocupando esses espaços”, diz Patrícia Serrão.  

Para Raíssa Saraiva, falar de saúde é muito importante, e traduzir o tema para o público é uma grande responsabilidade.

“É um assunto que passa pela vida de todos, mas que nem sempre a gente consegue entender a linguagem técnica. Além de jornalista, sou uma uma mulher que convive com doença rara. Então esse prêmio é mais uma forma de nós mostramos que estamos aqui, ocupando espaços e levando informação de qualidade para quem precisa”. 

Patrícia e Raíssa apresentam juntas o podcast VideBula, no qual compartilham experiências reais, entrevistam especialistas e dão dicas práticas para melhorar a qualidade de vida de quem convive com uma condição de saúde crônica ou uma deficiência.  

“Esse prêmio é muito importante porque ele é construído com a contribuição de nossos pares, e com a chancela de uma instituição de grande prestígio, que é o Hospital Albert Einsten. A presença de tantos repórteres da EBC mostra que somos vistos com respeito e admiração por colegas jornalistas e assessores, o que é um grande indicativo da qualidade do nosso trabalho”, diz Tâmara Freire. 

Para Paula Laboissière, o reconhecimento renova a motivação profissional.

“Reforça o nosso propósito dentro da comunicação pública. Fortalece o nosso trabalho e nos dá um novo fôlego no compromisso com uma cobertura jornalística que combate fake news e que leva informação confiável e de qualidade para os nossos leitores”. 

Na Agência Brasil, Paula e Tâmara dedicam-se principalmente a cobertura de saúde e ciência. 

Para a diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, o Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar é a validação do compromisso da EBC com um jornalismo de saúde e ciência pautado pela ética, pelo rigor e pela acessibilidade. 

“Ver nossos profissionais entre os mais admirados do país é motivo de grande orgulho e reafirma a relevância da comunicação pública na disseminação de informações confiáveis que impactam diretamente a vida das pessoas.”

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Câncer de mama: mulheres negras morrem 3,8 vezes mais que brancas

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Mulheres negras têm taxa de mortalidade 3,8 vezes maior de câncer de mama em comparação às mulheres brancas.

É o que aponta a publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, primeiro volume da série Disparidades Raciais e Câncer de Mama: um Olhar para a Saúde das Mulheres Negras do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A coordenadora da divisão de detecção precoce do Inca, Renata Maciel, explica que as mulheres brancas têm incidência maior da doença, mas o estudo mostrou que as mulheres negras morrem mais.

“[Esse dado] pode estar relacionado ao acesso ao diagnóstico precoce e às terapias de tratamento no serviço de saúde”, disse Renata.

“As mulheres negras têm incidência maior do subtipo triplo negativo, que é mais grave”.

Ela também destaca que há evidências de que o exame de rastreamento, feito de forma assintomática, é menor em mulheres negras. A análise foi feita em mulheres entre 50 e 69 anos: “As mulheres brancas fazem mais esses exames preventivos nessa faixa etária”.


Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – O diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – O diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Diretor-geral do Inca, Roberto Gil fala sobre a publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, na sede da instituição, no Rio – Tomaz Silva/Agência Brasil

Para o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, o levantamento mostra que a mulher negra pode ter a doença biologicamente mais agressiva e menor acesso aos serviços de saúde, fazendo com que o diagnóstico seja mais tardio.

“O estudo mostra a necessidade de construir políticas públicas com equidade, possibilitando acesso uniforme de todas as populações aos serviços de saúde”, disse.

Em termos de prevenção, Gil destacou que as mulheres negras estão consumindo mais bebidas alcoolicas do que as mulheres de outras etnias. “O consumo de bebida alcoolica está relacionada ao câncer de mama”.

Desigualdade

Desigualdades socioeconômicas, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e situações de estresse relacionadas às condições de vida podem contribuir para as disparidades raciais na incidência do câncer de mama.

A publicação também destaca a importância de considerar fatores relacionados à ancestralidade e à genética para compreender melhor essas diferenças.

O documento recomenda fortalecer as políticas de prevenção e de promoção da saúde para reduzir fatores de risco modificáveis, como obesidade e consumo de bebidas alcoólicas, e promover práticas protetoras, como alimentação saudável, atividade física e aleitamento materno, criando condições mais favoráveis para as populações mais vulneráveis.


Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – A paciente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Solange Barbosa de Freitas durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – A paciente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Solange Barbosa de Freitas durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A paciente Solange Barbosa de Freitas durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, no âmbito do Outubro Rosa – Tomaz Silva/Agência Brasil

A artesã Solange Barbosa de Freitas, de 57 anos, descobriu a doença em uma campanha de exame de rotina no Outubro Rosa em 2019. Ela conta que era assintomática.

“A doença foi considerada delicada. Fiz três cirurgias, tirei uma das mamas e fiz a reconstrução.”

Ela diz que não conheceu a família do pai, mas por parte de mãe foi a primeira da família a ter câncer de mama.

Câncer de mama em números

O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres no Brasil. Cerca de quatro em cada cinco diagnósticos ocorrem a partir dos 50 anos.

Estima-se que aproximadamente 17% dos casos possam ser prevenidos com hábitos saudáveis, como praticar atividade física, manter o peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e amamentar.

O lançamento da publicação ocorreu no evento Outubro Rosa, no Inca da Praça Cruz Vermelha, no centro do Rio de Janeiro, e também marcou o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra.

 

Fonte: EBC Saúde

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