Saúde
Ação leva assistência técnica a produtores rurais em comunidade de Várzea Grande
Saúde
A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande (SEMMADRS) realiza, na próxima quarta-feira (6), uma ação voltada a produtores rurais da Comunidade São José do Espinheiro, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
A iniciativa deve atender entre 40 e 50 famílias e contará com a participação da EMPAER e da FASE, que atua com assistência técnica e extensão rural (Ater).
Durante o encontro, serão oferecidos serviços como assistência técnica, emissão do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e orientações em agroecologia. A ação integra o programa regional de Ater desenvolvido pela FASE em Mato Grosso, com foco no atendimento a famílias da Baixada Cuiabana.
Na comunidade, os produtores atuam principalmente com frutas, leite e produção artesanal. Recentemente, moradores participaram de cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) nas áreas de derivados de leite, embutidos e defumados de suínos.
Segundo a secretaria, outras ações também vêm sendo articuladas para a região, como apoio na área da saúde e manutenção de estradas vicinais.
“Nosso objetivo é aproximar ainda mais os serviços públicos das comunidades rurais, garantindo acesso à assistência técnica”, afirmou o secretário municipal Ricardo Amorim.
De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Silva, a iniciativa busca fortalecer a produção local. “A proposta é oferecer ferramentas e orientação para melhorar a produtividade e a qualidade de vida dessas famílias”, disse.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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